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Fundos de investimentos

Parfin, a fintech que quer azeitar o namoro entre o bitcoin e a Faria Lima

A adoção do bitcoin por bancos e investidores institucionais tem inflado seu preço, mas não resolveu uma de suas fragilidades aos olhos desse público: negociados por meio de centenas de exchanges ao redor do mundo, os criptoativos têm complexidade de mais e controle de menos. Uma start-up anglo-brasileira, a Parfin, quer atacar essa fragmentação, adequando a novidade aos gostos e regras do mercado financeiro tradicional, da City de Londres à Faria Lima.

— Existem mais de 200 exchanges no mundo, e as gestoras e family offices que querem operar criptoativos precisam estar conectados a várias delas. Nossa plataforma faz essa integração em um só lugar, tornando mais fácil a consolidação de um portfólio que estaria fragmentado. E ainda conseguimos oferecer um nível mais elevado de compliance nas transações desses ativos — explica à coluna o CEO e co-fundador, Marcos Viriato. 

A Parfin (alusão a paridade financeira) surgiu no fim de 2019, em Londres, último posto de Viriato em uma carreira de mais de uma década no BTG Pactual (ele foi contemporâneo de Gustavo Montezano, presidente do BNDES, na operação inglesa do banco de investimentos). Após provar a viabilidade da plataforma e conseguir cinco clientes institucionais, a start-up está fechando agora sua primeira rodada de seed money.

O aporte “semente” de US$ 1,3 milhão (R$ 7,3 milhões) foi liderado pelo Valor Capital Group, veículo fundado pelo ex-embaixador americano no Brasil Clifford Sobel e que já investiu em empresas como Stone, Gympass e Buser. O Valor Capital pagou mais de metade do cheque, que foi complementado pela Alexia Ventures, de Wolff Klabin, e pela Vórtx, a fintech paulista que injeta tecnologia ao até então sonolento back office da indústria de fundos.

A Parfin não informa em quanto a start-up foi avaliada no aporte, mas Viriato diz que vendeu algo entre 10% e 15% da companhia na rodada.  

Expertise ‘cripto’ dos novos sócios

Segundo Viriato, além de dinheiro, o aporte agrega o expertise “cripto” dos novos sócios. O Valor Capital, por exemplo, é investidor desde 2015 da Coinbase, maior plataforma de compra e venda de criptoativos dos EUA e que está prestes a fazer IPO na Nasdaq. Já a Vórtx é administradora de fundos de criptoativos listados no Brasil.   

Os novos investidores estão apostando em uma tendência que relatório recente do Citi classificou de “institucionalização do ecossistema de criptomoedas”. Com bancos, hedge funds de Wall Street e companhias como PayPal, Square e Tesla entrando nesse mercado, emerge uma série de serviços especializados para atender à nova demanda.

No documento do Citi, aliás, a Parfin é citada como uma das poucas participantes do nicho de “custódia / pós-negociação”, ao lado de start-ups e até instituições centenárias como o BNY Mellon.      

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A plataforma da Parfin propõe unificar todos os participantes desse ecossistema nascente — de Bolsas a custodiantes de ativos digitais — em uma única tela para a gestora que contrata seus serviços. O patrimônio em criptoativos aparece consolidado e armazenado em carteiras digitais amigáveis às normas de compliance e segurança, segundo Viriato.     

De olho no varejo dos bancos digitais 

Seus focos principais são os mercados brasileiro e europeu. Viriato voltou para o Brasil para prospectar clientes, e seus sócios — o chileno Cristian Bohn e o brasileiro Alex Buelau — continuam no Reino Unido. Quatro dos cinco clientes hoje são brasileiros, entre elas duas assets independentes e duas brokers, que compram criptoativos em exchanges internacionais para negociá-los localmente. (Viriato não abre os nomes). 

Embora tenha focado inicialmente em investidores internacionais, a Parfin está de olho na provável oferta de bitcoins e afins ao varejo pelos bancos digitais, cuja clientela millennial parece ser particularmente sensível ao apelo dos criptoativos.

— Já começamos a conversar com alguns bancos digitais. Ainda existem algumas questões regulatórias a serem resolvidas, mas isso será, sem dúvida, uma realidade no Brasil já no curto prazo. Em agosto do ano passado, o PayPal fez uma carteira “cripto” para seus clientes finais. A oportunidade é enorme — acrescenta o CEO.

A rodada seed faz parte de um plano de capitalização da Parfin que prevê um aporte maior, do tipo Série A, já no fim deste ano. 

 

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Fonte: Jornal O Globo

Empreendedor, Cientista de Dados e cryptopesquisador.

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