Pagamentos utilizando-se de criptomoedas para prática de pedofilia e abuso infantil cresceram 32% no ano passado

Os pagamentos de criptomoeda enviados para endereços de carteira vinculados a práticas relacionadas a pedofilia cresceram 32% no ano passado, na continuação de uma tendência ascendente de vários anos. De acordo com a empresa de análise de blockchain Chainalysis, quase US$ 1 milhão em Bitcoin e Ether foram enviados para carteiras vinculadas a abuso infantil.

imagem: Chainalysis

A empresa observou que os números envolvidos à atividades ilegais, como pedofilia, representam somente uma pequena parcela do uso geral das criptomoedas, mas os dados também mostram que as quantias vêm aumentando ano a ano. Os números do ano passado representam um aumento de 32% em relação a 2018, que por sua vez apresentou um aumento de 212% em relação ao ano anterior.

 

SCAM significa atividades ilegais relacionadas a abuso sexual a crianças – imagem: Chainalysis

Para a Chainalysis, os números crescentes não significam necessariamente uma demanda crescente por material de abuso sexual infantil, mas mostram uma crescente adoção de criptomoedas no setor.

“Atribuímos a maioria desses aumentos anuais à adoção crescente de criptomoeda para atividades ilegais, entre elas à pedofilia, e é importante ter em mente que essas transações representam uma fração minúscula de todas as atividades relacionadas às criptomoedas. Mesmo assim, essa deve ser uma tendência preocupante para o setor de criptomoedas, tanto do ponto de vista moral quanto de reputação.” – Nina Heyden, economista da Chainalysis.

A maioria dos pagamentos fornecidos para endereços vinculados à pedofilia, acrescenta Chainalysis, ficam entre US$ 10 a US$ 50, o que pode estar relacionado a compras únicas ou assinaturas. Tudo isso facilmente acessível na deep web.

 

 

 

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