Receitas de mineradoras alcançam US$5 bilhões, mas a lucratividade diminui

A receita dos grandes mineradores de Bitcoin nos primeiros 6 meses deste ano superou todos os ganhos de 2017. Até agora, as receitas superaram o ano passado em incríveis US$ 1,4 bilhão. Mas a conta de eletricidade das mineradoras no final de agosto  e em setembro foi exorbitante, segundo estimativas de Diar.

Mesmo com o mercado em baixa, o preço do Bitcoin permanece 40% mais alto do que há um ano. E a recompensa de moedas de 54.000 Bitcoins por mês permanece em disputa pelos mineradores. A recompensa e as taxas para os três primeiros trimestres deste ano representaram US$ 4,7 bilhões em receitas para mineradores que mantêm a rede segura.

Mesmo tendo algum lucro, em breve, se os custos de produção se tornarem altos demais, a atividade de mineração, ficará mesmo restrita somente a gigantes como a Bitmain. Conforme indica estudo da Fundstrat:

 

 

MINERAÇÃO LUCRATIVA SOMENTE PARA OS GIGANTES

A China, que tem um custo médio de US$0,08 kw/h no varejo, e estima-se que seja metade disso no atacado, é atualmente um dos poucos países que farão sentido econômico minerar Bitcoins a preços de varejo. Mesmo assim, entretanto, equipamentos, salários, aluguéis, despesas gerais poderiam empurrar operações de mineração inexperientes para o vermelho.

Bitmain, que divulgou novas informações sobre suas operações para apoiar sua próxima listagem em Hong Kong, revelou um modelo de negócios que poderia trazer novas realidades econômicas – e poderes – à tona. Sim, a Bitmain será listada na bolsa de Hong Kong.

A empresa, que administra dois dos maiores grupos de mineração, bem como a ViaBTC, está, na verdade, apostando na venda de equipamentos de mineração – e já faz vários anos. No primeiro semestre deste ano, 95% das receitas vieram da venda de suas mineradoras.

Para Bitmain é bom quando os mineiros estão ganhando. E de acordo com as divulgações do IPO, o mamute de equipamentos de mineração vende pouco mais da metade (51,8%) de suas mineradoras para clientes internacionais. E a Bitmain estima que alcançou 75% do mercado global de mineradoras.

Embora a Bitmain tenha espalhado seus tentáculos em todo o mundo com operações e armazéns, também opera 11 instalações de mineração na China – onde rodam 200 mil unidades de mineração. Se essas unidades representarem as S9 e estiverem totalmente implantadas na mineração de Bitcoin, isso poderá representar cerca de 6% das redes atuais de hash, que está um pouco abaixo de sua maior alta histórica.

Com mais três fazendas de mineração planejadas para entrarem em operação no primeiro trimestre nos Estados Unidos (Washington, Texas e Tennessee), a Bitmain poderá atuar em um esforço para manter a rede lucrativa para todas as mineradoras – incluindo suas próprias operações no ocidente, onde as despesas operacionais tendem a ser muito maiores do que em sua base, na Ásia.

É improvável então que o recente afunilamento do poder de Hash possa durar. Com grandes operações de mineração com baixos custos de eletricidade rodando entre 50-60% do lucro bruto das receitas de mineração, o mercado tem muito espaço para crescer.

 

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