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A questão da adoção do Bitcoin como meio de pagamento

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A ideia do Bitcoin como “a nova moeda global” há muito tempo vem perdendo destaque como a narrativa principal em torno da moeda digital. Atualmente, é mais provável que você ouça falar em bitcoin como “ouro resistente à censura”, e não como meio de pagamento. O valor dos pagamentos de Bitcoin movimentados pelos principais processadores caiu para US$ 96 milhões em setembro, ante uma alta de US$ 427 milhões em dezembro de 2017, de acordo com os dados compilados pela Chainalysis. Como os blocos as transações dos blocos estavam inflacionadas entre dezembro e janeiro, as taxas para transações em Bitcoin aumentaram rapidamente. Como resultado, por algum tempo, o Bitcoin tornou-se impraticável para pagamentos. Em janeiro, Stripe anunciou que estava terminando o suporte para pagamentos de bitcoin, citando altas taxas e longos tempos de transação. Com o surgimento da Lightning Network como um protocolo de pagamento para o bitcoin, no entanto, seu uso no comércio poderia aumentar novamente. O que não tem acontecido.

Existem atualmente mais de 13.000 locais ao redor do mundo aceitando Bitcoins, de acordo com a Coinmap. Dos que foram classificados com categorias (cerca de metade do total), a maior parcela de todos os locais é de compras gerais (35,1%), seguidos de caixas eletrônicos (13,5%) e hospedagem (9,7%).

Aproximadamente 52% dos locais que aceitam Bitcoins começaram a se envolver com cryptos entre 2013 e 2015. O maior número de novos locais foi adicionado em 2014, mas depois, após uma desaceleração, a atividade voltou a crescer em 2017 e 2018 (ver gráfico). É evidente que ainda há interesse em 2018 de comerciantes e clientes em aceitar o bitcoin como pagamento.

 

Uma análise mensal de quando novos locais foram adicionados mostra uma correlação clara entre a volatilidade do Bitcoin e o número de locais que começaram a aceitá-lo. Além disso, se a volatilidade causada pela queda dos preços é descontada, a correlação é ainda mais impressionante. Isso provavelmente indica que, à medida que o preço do Bitcoin aumenta, mais comerciantes começarão a aceitá-lo como pagamento; talvez porque um aumento no preço indique uma demanda maior e, portanto, uma maior probabilidade de que alguém realmente pague com Bitcoin.

Olhando para a distribuição geográfica, os Estados Unidos, sem surpresa, lideram por uma ampla margem com cerca de 27% de todos os locais de aceitação de Bitcoins. Brasil, Itália, Espanha, Alemanha e Canadá estão com mais de 4% cada.

 

É mais revelador, no entanto, pesar os resultados por população: os Estados Unidos vão para o 21º lugar com 8,7 locais por um milhão de pessoas. Os dois principais países em estabelecimentos de aceitação de Bitcoin per capita são a Eslovênia (41,6 por milhão de pessoas) e a República Tcheca (32,6).

Se apenas as cidades forem consideradas, Praga, a capital da República Tcheca, tem o maior número absoluto de locais de aceitação de Bitcoins e a terceira maior densidade. A maior densidade está na chamada “cidade bitcoin” de Arnhem – um verdadeiro vilarejo na Holanda, com apenas 152 mil pessoas.

 

Mesmo que o número de comerciantes que aceitam Bitcoin ainda seja baixo e não aumente rapidamente, a narrativa de pagamento com Bitcoin ainda não desapareceu. Sempre que há um mercado altista com altos níveis de volatilidade, o número de novos comerciantes que começam a aceitar o Bitcoin aumenta. Não está claro se alguém realmente decide pagar com Bitcoin – mas a opção está lá. Será interessante observar se o surgimento da Lightning Network pode despertar interesse e tornar o Bitcoin desejável para pagamentos novamente.

E no Brasil?

A 3xbit uma das melhores corretoras do Brasil atualmente, está na luta por essa adoção. A 3xbit  apresentou mês passado seu terminais de ATM. Algo sui generis e que fortalece esse nosso combalido mercado.

 

 

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