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Gary Gensler diz que EUA não vão proibir as criptomoedas

O presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (Securities and Exchange Commission – SEC), Gary Gensler, disse ao Congresso na terça-feira que a comissão não iria implementar uma proibição para as criptomoedas nos Estados Unidos.

O assunto foi abordado depois que o representante da Carolina do Norte, Ted Budd, um grande defensor das criptomoedas, perguntou se a SEC avançaria na instituição de uma proibição das moedas digitais, assim como a China instituiu no mês passado.

– O Bitcoin caiu para cerca de $ 40 mil dólares após a notícia da proibição da China, mas sofreu uma alta significativa, para cerca de $ 55 mil dólares nesta quarta-feira.

Em resposta a Ted Budd, Gary Gensler disse:
“Não, isso caberia ao Congresso.” Ele acrescentou: “Sou neutro em termos de tecnologia. Acho que essa tecnologia foi e pode continuar a ser um catalisador para a mudança, mas as tecnologias não duram muito se ficarem fora da estrutura regulatória.”

Recentemente, ele publicou em seu perfil no Twitter: “No que se refere a criptomoedas, temos autoridades robustas [na SEC] e vamos usá-las.”

Embora Gary Gensler tenha expressado preocupação com o mercado que envolve criptomoedas, temendo que “as pessoas sejam prejudicadas”, seus comentários recentes estão de acordo com os do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

Jerome Powell disse aos membros do Congresso durante uma audiência, realizada em 30 de setembro, que ele não tinha “nenhuma intenção “de barrar cryptos.

Securities and Exchange Commission - Gary Gensler

Na China, os reguladores adotaram a abordagem oposta

Em 24 de setembro, as autoridades disseram que as criptomoedas foram proibidas e que iriam atrás de mineiros e reservas de criptomoedas.

Logo depois, a bolsa de criptomoedas offshore Huobi parou de permitir que aqueles com um número de telefone vinculado à China continental fizessem o registro para uma nova conta.

Mais tarde, a Huobi divulgou um comunicado dizendo que iria “retirar gradualmente as contas de usuário existentes na China continental”.

Mais tarde, uma comparação da Suprema Corte da China, do Banco Central da China, da polícia e dos vigilantes da Internet e de valores mobiliários, sinalizou que a aplicação da proibição viria de várias vias diferentes.

A brecha que permite aos cidadãos chineses investir por meio de bolsas offshore também foi fechada.

Isso levou muitos dos mineradores de criptomoedas do país a fugirem da China, que já teve uma participação de 46% na taxa global de hashrate, uma medida da energia usada na mineração e processamento, de acordo com o Índice de consumo de eletricidade Bitcoin de Cambridge (Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index).

Ranking de negociação de Bitcoin

De acordo com dados coletados pelo Statista, os Estados Unidos ocupam atualmente o primeiro lugar em volume de negociação de Bitcoin.

Os americanos compram e vendem mais de $ 1,5 bilhão de dólares, cerca de R$ 8,2 bilhões de reais, em Bitcoin – mais do que o dobro do valor negociado pelo segundo maior país, a Rússia, que compra e vende $ 421 milhões de dólares, uma valor aproximado de R$ 2,3 bilhões de reais, em criptomoedas.

Como as criptomoedas continuam a ser aceitas por mais empresas, espera-se que sua posição na economia digital global se torne uma questão cada vez mais urgente para os reguladores.

“O que queremos fazer é fornecer algumas das proteções básicas contra fraude e manipulação”, disse Gensler em uma entrevista.

“As plataformas de negociação em que elas (as criptomoedas) estão não estão atualmente sob um regime regulatório que os protege como se estivessem negociando na Bolsa de Valores de Nova York.”

SEC de olhos abertos para a regulamentação de bolsas e stablecoins

Securities and Exchange Commission - SEC

Securities and Exchange Commission – SEC

Embora o Fed – Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos, e a SEC – Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, não expressam nenhum desejo de banir o Bitcoin e outras criptomoedas, Gensler reforça o seu desejo que o setor seja devidamente regulamentado.

Gensler também está de olho em medidas regulatórias rigorosas contra bolsas e projetos de criptomoedas no espaço de finanças descentralizadas (DeFi).

Uma forma de garantir a supervisão regulatória sobre as criptomoedas é ter o registro das bolsas, acrescentou o presidente da SEC.

Isso deve incluir bolsas descentralizadas (DEXs) que “não assumem a custódia”, mas ainda têm um protocolo centralizado e, portanto, precisam de maior política pública.

Outra área que Gensler expôs foi a questão de stablecoins e cripto-tokens. Para os primeiros, o regulador acredita que podem representar riscos para o sistema, enquanto a maioria dos tokens pode acabar sendo classificada como títulos.

Apesar desses comentários, a perspectiva regulatória para as criptomoedas nos Estados Unidos permanece obscura, o que é um fator que está impedindo várias empresas tradicionais de comercializarem criptomoedas.

De acordo com Gensler, o ambiente regulatório irá agilizar rapidamente se houver coordenação entre a Commodities Futures Trading Commission (CFTC) e a SEC.

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