Suíça vira paraíso para lançamento de ICO.

Países em todo o mundo continuam divididos sobre a revolução das cryptomoedas. Alguns, como a China, se esforçam por erradicá-los, mas outros, incluindo a Suíça, estão adotando o blockchain de braços abertos.

CRYPTO NATION

O município de Zug tornou-se o lar de inúmeras empresas de blockchain, incluindo a Fundação Ethereum, indica disposição para expansão deste centro de tecnologia blockchain para o resto do país.

O cantão de Zug, o Cryptovalley, já percorreu um longo caminho. Ganhou experiência. Se as experiências em Zug são positivas, espera-se que se estenda à nação.

A Suíça cresceu com a mesma aceitação de tecnologias pioneiras e da estabilidade financeira no passado. Com o uso do blockchain e das tecnologias que as cryptomoedas trouxeram, não está sendo diferente. Johann Schneider Ammann,ministro da economia do país, é um grande entusiasta e deu a seguinte declaração:

Chegamos a um momento inovador no mundo financeiro. Cryptomoedas fazem parte da quarta revolução industrial. Nós olhamos para que possibilidades possam surgir disso. Da minha parte, tento identificar as oportunidades, os riscos e as oportunidades e decido: será esse um negócio promissor e que gerará futuros trabalhos ou não? É por isso que eu apoio os círculos que lidam com essas tecnologias.

 

REGULAR OU NÃO REGULAR

O ministro prosseguiu afirmando que era cedo demais para regular as cryptomoedas, já que não há uma direção clara para a inovação. O importante é notar que a Suíça não está na UE. Portanto, está livre dos múltiplos e sufocantes regulamentos da UE com as quais outras nações, como França e Alemanha, têm que lidar. Ele também disse de maneira pungente:

Nós somos quem somos. Nós devemos e queremos ser capazes de determinar nosso próprio futuro. Fazemos nossas experiências e, claro, fazemos comparações cruzadas com os vizinhos e os concorrentes distantes.

A França e a Alemanha estão propondo regulamentações pesadas, possivelmente em um esforço para sufocar nações concorrentes como a Suíça, o Japão e o Reino Unido. O Reino Unido também pode estar com a Suíça por trás da inovação blockchain, como já noticiamos aqui nesse portal, se conseguir superar seus problemas com o Brexit e finalmente avançar com sua indústria de tecnologia financeira.

De acordo com o FT, as ICOs sediadas na Suíça atraíram US$ 550 milhões para seus cofres entre janeiro e outubro de 2017, em comparação com US$ 580 milhões nos Estados Unidos – os dois principais países em vendas de tokens. No total, as ICOs captaram no ano passado cerca de US$ 4 bilhões.

O charme suíço para se lançar ICO

O apelo da Suíça é claro, como evidenciado por investidores locais, juntamente com talentos técnicos de alta qualidade. A demanda por futuros ICOs persiste atualmente, com o grupo de comércio do Crypto Valley recebendo até 10 consultas diárias sobre como fazer um ICO suíço.

Essa intensa demanda está querendo pegar carona no sucesso de alguns outros acordos suíços de grande sucesso, incluindo a fabricante de smartphones baseados em blockchain, a Sirin Labs, uma startup suíço-israelense que arrecadou mais de US$ 157 milhões em sua ICO. O maior competidor da Suíça nesse mercado de ICO, pode ser Gibraltar, com a sua Bolsa de Valor realizando uma ICO própria.

Enquanto isso, das 10 principais ICOs, 40% estão domiciliados na Suíça, conforme dados da PwC citados no FT.

 

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