Especial exchanges: Coinbene

Seguindo com nossa série sobre as exchanges operantes no Brasil, analisaremos nesse artigo a primeira exchange estrangeira que se instalou no Brasil, a Coinbene. No nosso artigo anterior, que abriu essa série, analisamos a Brasil Bitcoin, leia mais aqui e descubra um pouco mais sobre a Brasil Bitcoin e faça um teste com plataforma deles. Atualmente há um movimento, muito bem-vindo por sinal, entre várias exchanges que não estão operando com taxas de depósito. A Brasil Bitcoin nunca cobrou essa taxa desde seu lançamento. Algo inusitado em um mercado baseado na cobrança de taxas que muito nos surpreendeu.

A Coinbene – a primeira exchange asiática a operar no Brasil

Fundada em novembro de 2017, por Bo Feng um sino-brasileiro, a startup já possui clientes em mais de 150 países e está entre as 30 maiores do mundo, sediada em Cingapura, movimentando, diariamente, cerca de US$289~ milhões, de acordo com dados do CoinMarketCap, algo em torno de 40.836 BTC no momento dessa redação.

 

Entretanto, esse movimento colossal, precisa ser analisado mais detidamente para entendermos como a “matriz” lida com suas operações nacionais. Percebemos utilizando-se a API fornecida pela exchange nacional, que só entrega os resultados mundiais, nada do movimento nacional. Haja visto que o serviço que roda no Cointradermonitor, que lista “todas” as exchanges do Brasil não apresenta a Coinbene no seu ranking. Algo que nos chamou a atenção, mas que ficou mais ou menos claro, assim que rodamos a API da Coinbene. Eis os números:

A plataforma nacional

 

Como os caros leitores poderão notar, essa tela mostra a plataforma nacional da Coinbene. Ela mostra o volume de 15.314 BTC. Um número irreal para o ambiente de negócios de Bitcoin no Brasil.

Mas antes de apresentarmos a plataforma internacional, devemos salientar que a cotação atualiza a cada 5 segundos. Então entre um print e outro houve uma pequena variação.

 

Plataforma internacional

 

O mesmo volume de Bitcoins: 15.317

A nossa prova dos nove foi quando deixamos um algoritmo rodando em Python a API e o resultado era o mesmo de ambas as plataformas.

Porém, o que mais nos chamou a atenção foram as disparidades apresentadas entre os números. Se a operação nacional tivesse mesmo rodado esse volume de Bitcoins, a Coinbene teria apresentado um faturamento de R$456.498.522. Só que esse número supõe-se ser da operação internacional, já que o volume de negócios é dela. Se convertermos esse volume para dólar dá exatamente: US$110.822.137.59. Praticamente o mesmo valor apresentado pelo Coinmarketcap nos pares USDT/BTC.

A questão de volumes fakes tem sido um problema sério entre as exchanges. Leia mais sobre essa estratégia equivocada de marketing aqui no estudo que publicamos. Não que estejamos afirmando que a Coinbene esteja apresentando um volume fake, até porque o volume apresentado é o da operação internacional. Contudo, consideramos que a falta de informação sobre a operação nacional, revela uma única coisa: a falta de volume a se apresentar publicamente. É provável que a Coinbene seja umas das menores exchanges em operação no Brasil atualmente.

 

Analisando as redes sociais e o tráfego da Coinbene

 

De acordo com os dados públicos que analisamos sobre tráfego e redes sociais da Coinbene, ficou claro que ainda estamos falando de uma operação pequena, comparada com as gigantes nacionais, como Foxbit e Mercado Bitcoin. Em termos comparativos, podemos afirmar que a Brasil Bitcoin seja maior e tenha um volume maior que a Coinbene. O volume diário da Brasil Bitcoin é de 4,13 BTC. Pode parecer pouco, mas estamos falando de uma operação que começou pequena, com apenas R$60 mil e sem investir em marketing, mas com um SEO matador, a exchange figura como um expoente no cryptocenário nacional. Leia mais sobre a operação da Brasil Bitcoin aqui.

 

 

 

Os dados apresentados acima não são exatamente 100% os números internos que a própria Coinbene deva ter sobre seu tráfego, mas nos serve de referência para medirmos a audiência e portanto o volume de acessos(leia-se negócios)à plataforma.

Se formos um pouco mais além e analisarmos os dados públicos de busca do Google sobre os termos mais buscados e relacionados com as exchanges no Brasil, temos o seguinte resultado:

 

 

De acordo com esse gráfico de busca, analisando os termos de pesquisa mais comuns, como: bitcoin, cotação, preço – relacionado às seguintes exchanges: Coinbene, Foxbit, Negociecoins, Brasil Bitcoin e 3xBit. As que mais se destacam na busca são Brasil Bitcoin e 3xBit. A Foxbit tem algum tráfego, porque além de ainda ser a maior exchange do Brasil, em número de clientes cadastrados(+400 mil), tem passado por um período atribulado com sua operação, chamando naturalmente assim a atenção dos internautas, que estejam buscando sobre onde investir. Mas o que nos chamou mais atenção nesse gráfico, diz respeito a Negociecoins. Como uma exchange que apresenta, atualmente o maior volume diário de negócios em Bitcoins(449,21 algo em torno de R$129.780.182), pode aparecer de forma tão residual assim nas buscas? Algo que analisaremos em artigo dedicado a ela, em breve.

Ainda analisando a audiência da Coinbene, chegamos à seguinte conclusão, quando analisamos seu tráfego é oriundo do tráfego internacional da matriz. Vejam abaixo:

 

 

Praticamente todo o tráfego da Coinbene vem do exterior. Isso explica seu baixo volume nacional de tráfego. Mas o quanto disso está se convertendo em negócios? Não sabemos. Contudo, se continuarmos a analisar a audiência da Coinbene nas redes sociais, podemos inferir algo.

 

 

Somente 2% do tráfego é oriundo das redes sociais. O celeiro de negócios/clientes de qualquer negócio no Brasil, em particular. Então vamos mais a fundo:

 

 

Vejam a dicotomia dos números e da própria ação: A Coinbene lança um grupo fechado(?!) no Facebook, que tem até bons números de seguidores, 16.791 seguidores. No entanto, esse mesmo grupo só tem 28 membros.

No Twitter onde normalmente o engajamento é maior, não achamos nada muito expressivo:

 

 

Vejamos o perfil no Instagram:

 

 

 

Esses números se equiparam ao mesmo que a Coinbene apresenta em seu canal no Telegram:

 

 

Alguns dirão que em nível internacional a Coinbene está melhor posicionada em termos de audiência e que os números tímidos para a operação nacional se resume sobretudo, ao fato de que a operação é muito nova e ainda está ganhando tração. Não foi o que vimos:

Todas as páginas encontradas referentes às operações da Coinbene em nível internacional apresentam números muito tímidos.

 

Diante desses números a pergunta que não quer calar é: como uma exchange que possui operações transnacionais, apresenta números tão insipientes de adesão dos usuários nas redes sociais? A correlação desse binômio é óbvia – Onde há engajamento e audiência é a prova de que há negócios acontecendo em torno da plataforma. Então, como a Coinbene obtém seus clientes? Qual o custo de aquisição de clientes(CAC)? Uma pergunta que não poderemos responder naturalmente. Visto que a própria empresa não revela muito sobre si mesma, como pudemos ver e que interage muito pouco nas redes com seu público ou/e vice-versa.

 

Sobre a plataforma

 

Tipos de contas Alavancagem taxas para Maker Taxas para Taker Taxa de depósito
Standard N/A 0.10% *valores p/matriz 0.10% * valores p/matriz sem taxa

 

 CoinBene – taxas

Crypto-to-crypto: 0.01% – 0.01% valores também praticados pela matriz.

 

 Segurança da plataforma

Autenticação 2FA ativa e padrão para trading

 

 Métodos de depósito
 Transferência bancária em reais. A única operação mundial da Coinbene que opera com dinheiro fiat.

 

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