Tesouro ontem precisou rolar R$ 800 bilhões de dívida. Se houvesse volume de Bitcoin, o Brasil talvez se tornasse o maior polo de uso da moeda

O Tesouro Nacional precisou tomar uma decisão importante, como rolar R$ 800 bilhões de dívida pública, em um cenário de extrema incerteza quanto ao futuro da economia e a capacidade de pagamento do serviço da dívida pública do estado brasileiro. 

Diante de tamanho desafio o que fazer com tamanho débito fiscal? Será que os investidores que estejam investindo em Tesouro Selic, título que está sob intensa pressão e influenciando o DI e sua rentabilidade. 

Esse quadro tem provocado um forte aumento dos juros de longo prazo e também uma elevação no prêmio de risco cobrado pelos investidores que compram os títulos públicos emitidos pelo Tesouro. 

“A reforma administrativa não é suficiente, a gente precisa avançar com o pacto federativo para ter um nível de credibilidade”, afirmou Bruno Funchal secretário do Tesouro Nacional e subsecretário responsável pela dívida. 

O tamanho da encrenca é tanto, que é preciso relembrar que o Brasil deve 80% do Produto Interno Bruto (PIB). Contudo, o Banco Central reviu sua previsão de queda do PIB, que antes era de 6,4% para 5%. Dando um alento à economia. 

Cenário sombrio para os bancos  

A jornalista Miriam Leitão em sua coluna hoje no O Globo apresentou um quadro inédito para os bancos, perda de valor por conta da queda expressiva dos juros. Os bancos no Brasil se acostumaram a viver em um paraíso de juros altos e em um cenário adverso onde os juros estão mais baixos, a desaceleração da economia por conta da Covid-19, a aceleração dos serviços digitais e o crescimento das fintechs e corretoras digitais bagunçou a vida dos bancos. Os clientes estão tirando dinheiro dos bancos tradicionais e colocando na bolsa e nas contas digitais que oferecem opções de rentabilidade mais acessível. 

Desde fevereiro, os bancos do país já perderam R$ 271 bilhões em valor de mercado, segundo levantamento da Economática. Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander são os que mais vêm perdendo valor nos últimos meses. O BTG aumentou em R$ 9,4 bilhões o seu valor na bolsa desde fevereiro, o BRB, R$ 4,2 bi, e o banco Inter, R$ 2,1 bi. 

Um cenário perfeito para o Bitcoin no Brasil? 

Diante de um cenário de tanta incerteza, mudança de paradigma quanto às finanças, será que é a vez do Bitcoin? 

Poderia ser até pelos bons números apresentados pelas exchanges brasileiras, a Mercado Bitcoin, líder do setor no Brasil, acumula 2 milhões de clientes que foram atraídos pela rentabilidade do Bitcoin, mesmo sendo um ativo volátil. 

O problema está no volume de Bitcoin disponível, o volume apresentado nas últimas 24h pelo Cointradermonitor, foi da ordem de 1.066 BTC, algo em torno de R$ 62.692.723,17. Um volume muito baixo para sustentar uma suposta demanda se houvesse oriunda do mercado financeiro. A título de comparação, a Bovespa movimentou ontem R$ 15.228.911.986. 

Se houvesse realmente uma busca desenfreada por Bitcoins no Brasil, não haveria fornecimento suficiente para atender toda a demanda. O que naturalmente provocaria um aumento considerável no seu preço médio e tornaria o Brasil o maior polo mundial de adoção e valorização do Bitcoin. Contudo, não nos custa sonhar. 

 

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