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Análises

Queda na taxa da Selic pode se tornar um atrativo para novos investidores em criptoativos

A queda na taxa Selic pode se tornar um grande atrativo para os investidores brasileiros que vem buscando cada vez mais opções de rendimentos. As quedas seguidas da Bovespa, seguidas das quedas expressivas nas taxas de juros básicos, vem deixando muitos investidores preocupados com seus portfólios. As opções mais rentáveis, tem sido exatamente as divisas, em particular o dólar e o ouro. Contudo, ambos os ativos possuem barreiras de entrada para novos investidores, visto que o custo financeiro hoje para adquiri-los seria custoso demais para um investidor que os queira montar seu portfólio.

As incertezas que pairam sobre a economia também são um motor de atração para os criptoativos, nesse momento. Analisando as quedas inúmeras da bolsa, a queda da Selic e o custo de entrada nos mercados de ouro e dólar são atrativos fortes o suficiente para tornar os criptoativos um opção de investimento.

Esse cenário de incertezas é igual tanto o Brasil, quanto para o mundo. Quando observamos a performance do Bitcoin frente aos demais ativos financeiros tradicionais, vê-se que mesmo lá fora o Bitcoin é a melhor opção.

imagem: Skew

O Bitcoin é o ativo com melhor desempenho de 2020 até o momento, com um ganho de 28% no acumulado do ano. O petróleo (WTI) caiu 66% – vermelho intermitente devido à destruição maciça da demanda provocada pela pandemia de coronavírus.

A criptomoeda mudou bastante em conjunto com as bolsas de valores nos últimos dois meses. Os preços caíram de US$ 10.000 para US$ 3.867 nas duas primeiras semanas de março, devido a venda massiva de ações por conta do medo causado pela Pandemia, desencadeou uma corrida global por dinheiro. O Bitcoin subiu acima dos US$ 7.000 nas quatro semanas seguintes, acompanhando a recuperação dos estoques.

Enquanto as criptomoedas estão ganhando altitude, os investidores parecem estar comprando opções de venda, possivelmente para se proteger contra uma possível queda de preço após o halving. Isso é evidente a partir do aumento da demanda vista, frente ao que se viu entre o mês de junho (9,1%) e maio (-3%).

Enquanto isso no Brasil, a taxa Selic está girando em 3% ao ano. Isso aumenta o desafio do investidor brasileiro, pois com a Selic baixa, os retornos de aplicações mais conservadoras passam ser muito menores do que aqueles mais arriscados, com os quais estavam acostumados já há alguns anos.

imagem: Melhor Câmbio

Os criptoativos nesse meio tempo mostraram expressivas valorizações, mesmo dias antes do halving do Bitcoin, ocorrido na segunda-feira, dia 11 de maio.

Um dos fatores que tem contribuído para a rápida recuperação do Bitcoin é que ele além de funcionar como meio de troca e unidade de referência de valor, também é visto como um ativo de reserva de valor. Isto porque o Bitcoin não sofre com a inflação produzida por decisões governamentais.

Empreendedor, Cientista de Dados e cryptopesquisador.

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