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O que pode ter motivado o repentino “crash” do Bitcoin?

O Bitcoin também passou por uma semana altamente volátil onde se viu uma queda de preço na ordem dos US$ 12 mil na segunda-feira e uma recuperação subsequente que levou o BTC a tocar os US $ 40 mil em 14 de janeiro.

No entanto, o Bitcoin não conseguiu se manter acima desse nível e caiu para uma baixa intradiária dos US$ 37.600 algumas horas atrás. Embora o Bitcoin tenha agregado algumas centenas de dólares de valor desde então, ainda é negociado abaixo de US$ 36 mil. Acumulando perdas na ordem de 9.66% no instante dessa redação.

A incapacidade do Bitcoins de atingir um pico acima dos US$ 40 mil permitiu que as altcoins crescentes reduzissem o domínio do bitcoin para 68,3% de cerca de 69% ontem.

Os indicadores técnicos sugerem que o Bitcoin poderia trazer uma nova alta histórica (ATH) se quebrar acima das linhas de resistência situadas em US$ 40 mil, US$ 40.775, US$ 41.000 e o recorde atual de  US$ 42.000.

Alternativamente, os níveis de apoio de US$ 38 mil, US$ 37.150 e US$ 36.000 poderiam ajudar no caso de outro retrocesso.

fonte: Tradingview

 

Qual a razão para o ‘crash’ do Bitcoin

O interesse de curto prazo em Bitcoin foi bastante alto – o maior desde 2017. Isso é evidente tanto nos dados do blockchain quanto nas pesquisas do Google. Com relação aos dados on-chain do Bitcoin, a métrica dos Traders extraídos da IntoTheBlock rastreia o número de endereços com uma média ponderada de tempo de retenção inferior a um mês. Este indicador atingiu o seu nível mais alto em mais de três anos, aumentando mais de 17% nos últimos 30 dias.

fonte: IntoTheBlock

 

Isso demonstra que os endereços estavam seguindo a recuperação do Bitcoin, com uma quantidade crescente de endereços e participações sendo alocados pelos investidores. O padrão, que lembra os ciclos de hype anteriores, destaca a alta especulação que vinha ocorrendo nas últimas semanas.

Em contraste, o número de endereços e volume de hodling – categorizados pelos dados do IntoTheBlock como aqueles com mais de um ano – tem diminuído. Este é o primeiro mês em mais de dois anos que o número de hodlers de Bitcoin caiu, pois os hodlers conseguiram até crescer durante a queda de 50% experimentada em março de 2020. O número de Bitcoin em propriedade dos hodlers caiu mais de 2% nos últimos 30 dias, apontando para a probabilidade de realização de lucros após a forte alta dos preços.

As tendências de pesquisa para Bitcoin também cresceram significativamente junto com seu preço. As tendências de pesquisa do Google atingiram seu nível anual mais alto e o segundo maior em seus 12 anos de história. Isso apoia ainda mais a tese de que grandes especulações têm ocorrido nos últimos meses.

Liquidações históricas

A queda dos últimos dias levou a uma das maiores liquidações em trocas perpétuas já vistas no mercado de criptoativos. Quase US$ 2,5 bilhões em posições longas foram liquidadas em 24 horas, perdendo apenas para aquelas vistas na queda do mercado da Quinta-Feira Negra em março de 2020.

O nível histórico de liquidações sugere que os comerciantes de derivativos estavam excessivamente alavancados perseguindo a alta. Isso se alinha com o alto número de comerciantes vistos na rede e é uma consequência direta da especulação excessiva que vinha ocorrendo.

fonte: BYBT

Apesar da correção recente, ainda estamos em um mercado em alta, mesmo que outra correção ocorra. Desde que caiu para o nível dos US$ 30.000, o Bitcoin revisitou o nível dos US$ 40.000 novamente e assistiu-se à ação extremamente alta das altcoins e, mais especificamente, dos tokens DeFi nos últimos dias. Em particular destaque para Pokaldot (DOT), 0x (ZRX) e Synthetix (SNX).

 

Empreendedor, Cientista de Dados e cryptopesquisador.

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