Nos atuais níveis, o retorno de investimento sobre mineração, levará em média 3 anos

Em sua conta no Twitter, a analista Dovey Wan, sócia fundadora da startup Primitive Venture, especializada em investimentos em criptomoedas, reportou sobre o retorno de capital para mineradores que pode levar até 3 anos, utilizando-se máquinas tipo ASIC.


Wan, que é reconhecida por suas análises do ecossistema chinês, analisou os cálculos sobre o capital de investimento necessário para equipamentos como o Antminer S17 ou o Whatsminer M20S. Ambos são equipamentos ASIC (circuito integrado específico para aplicativo) de última geração para mineração de Bitcoin, fabricados pela Bitmain e pela MicroBT, respectivamente. Wan também considerou um custo elétrico de US$ 0,05 por quilowatt/hora.

O custo de um dispositivo Antminer S17 pode variar entre US$ 2.629 a US$ 5.266, dependendo do país e do fornecedor. Com um preço de Bitcoin calculado a uma taxa atual de US$ 7.319, essa mineradora poderia ter um retorno aproximado de US$ 2.280,91 por ano, após descontar despesas elétricas, como as usadas por Wan.

No caso do Whatsminer M20S, cujo preço atual está entre US$ 2.389 a US$ 3.950, a página estima que sua lucratividade seria de US$ 2.105,63 por ano. No entanto, a ASIC Miner Value, um site que analisa e compara todos esses equipamentos, mostram uma queda na lucratividade de ambas as máquinas desde setembro deste ano.

A Ceteris Paribus, também analisou a lucratividade de uma mineradora canadense, a Hut8. Que publicou há poucos dias, seu relatório de despesas e receita, com mineração. A Ceteris analisou os números e viu discrepâncias entre dados publicados.

A Hut8 publicou que gasta em média US$ 4.3 mil por mineração, mas não levou em consideração os custos de depreciação, despesas fixas e variadas. Para a Ceteris, o custo real é de US$ 7.1 mil. O que torna o empreendimento impagável, visto que o Bitcoin está valendo nesse momento US$ 7.365. Com a atual cotação, a operação da Hut8, por exemplo, está deficitária.

Como ressaltou a Ceteris em outro tweet, a expectativa para essa operação, é a proximidade do halving, onde o fornecimento de Bitcoins será limitado pela metade. Permitindo assim que a moeda se valorize, mantendo-se os custos atuais de mineração. Leia mais sobre a febre de mineração no Texas aqui.

As recentes quedas no mercado abalaram os mineradores de Bitcoin, com muitos deles decidindo fechar. A taxa de hash da rede caiu 24% (atingindo o mínimo histórico), de acordo com o Blockchain.com. A taxa de hash é uma medida usada para estimar a energia usada na mineração de uma moeda virtual. Diz-se que a queda provavelmente será alimentada pela saída de mineradores que preferem colocar seus recursos em mimetizar outros ativos digitais.

Espera-se portanto, que o corte de Bitcoins, onde o número de Bitcoins recompensados ​​pelos mineradores seja reduzido pela metade, geralmente tenha um efeito significativo no preço do Bitcoin – embora ninguém saiba exatamente qual será esse efeito.

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