Maioria dos investidores preferem o Bitcoin ao ouro

Não é de hoje que há sempre alguém comparando o Bitcoin ao ouro. Há poucos dias um ex-congressista americano também fez tal comparação e chamou a atenção do mundo. Ron Paul, o ex-congressista do Texas, iniciou uma pesquisa no Twitter perguntando às pessoas no que investiriam se uma pessoa rica lhes desse US$ 10.000. Os eleitores puderam escolher entre 4 opções – Bond do Tesouro dos EUA de 10 anos, Federal Reserve Notes, Gold e Bitcoin.

 

No momento da redação deste artigo, o Federal Reserve Notes recebeu o menor número de votos com apenas 2%, e o título do Tesouro dos EUA com 10 anos seguido com 7%. A batalha pelo topo ocorre entre ouro e o Bitcoin. Enquanto o primeiro representa 33% de todos os votos, o segundo está muito à frente com 58%. Embora a pesquisa ainda não tenha terminado, existem mais de 64.000 pessoas que já votaram.

Desde que a pesquisa perguntou sobre investimentos de 10 anos, os resultados estão mostrando que as pessoas preferem escolher o Bitcoin como uma opção de retenção de longo prazo.

Nos últimos anos, esses dois ativos foram comparados várias vezes. Muitas pessoas disseram que têm semelhanças, principalmente sendo uma reserva de valor. O Bitcoin foi oficialmente definido como uma commodity recentemente – a mesma categoria que o ouro pela CFTC, leia mais aqui.

Outra comparação pode ser feita na escassez de ambos os ativos. Apenas uma oferta finita de ouro existe no mundo e o mesmo vale para o Bitcoin. No entanto, existem algumas diferenças notáveis ​​também.

Embora não saibamos quanto ouro há, o protocolo do Bitcoin estipula que apenas 21 milhões estarão em circulação, tornando-o o primeiro objeto digital escasso. Além disso, a moeda on-line também pode ser facilmente transferida on-line, enquanto o ouro, sendo um ativo físico, pode apresentar problemas de transporte e proteção devido ao seu peso em maiores quantidades.

A oferta total também pode ser vista de uma perspectiva diferente. O Bitcoin é pré-programado para reduzir pela metade as recompensas concedidas aos mineradores a cada quatro anos em um processo chamado Halving. Basicamente, toda vez que esse evento ocorre, a velocidade de criação de novos bitcoins diminui em 50%, o que significa que em apenas 12 anos, essa velocidade será 90% menor do que é agora. Princípios econômicos simples determinam que, quando a oferta de um determinado ativo diminui enquanto a demanda por ele permanece a mesma ou aumenta, seu preço deve subir. Dois cortes ocorreram até agora, ambas elevando o preço do Bitcoin, e a próxima acontecerá em 2020.

Contudo, há quem defenda que o ouro jamais perderá seu status de reserva de valor eterno. Como é o caso do investidor de ouro, Peter Schiff. Ele frequentemente dispara ataques contra o Bitcoin, principalmente nos dias de queda da moeda.

 

Ran Neuner, fundador da Onchain Capital fez uma análise sobre o histórico de preços entre o ouro e o Bitcoin. Mostrando que a cada ano, o Bitcoin vale cada vez mais em relação a quantidade de ouro.

 


 

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