Com queda de 9,7% do PIB, Bitcoin pode ser proteção para os investidores brasileiros

Como já era esperado e com resultado um pouco pior do que o esperado pelos economistas, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 9,7% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O valor do PIB totalizou R$ 1,653 trilhão no trimestre. Trata-se do pior desempenho trimestral do PIB desde o início da série iniciada em 1996.

O resultado é pior do que esperavam as análises feitas por diversas casas de análises, que indicavam uma queda de 9,2% do PIB. As projeções variavam de queda de 11,3% a recuo de 7%. Na comparação com o segundo trimestre de 2019, o PIB teve queda de 11,4% de abril a junho. 

Contudo, há expectativa para uma retomada do PIB no próximo trimestre e o que vem segurando a balança comercial é o setor agrícola e mineração. Quem segurou ao PIB foi o agronegócio e o setor de mineração. O setor agro avançou 1,2% em relação a 2019, e o preço das commodities e a produção cresceu. 

A cotação dos minérios também ajudou. O resultado é que, mesmo com a queda da demanda em quase todo o mundo, o Brasil ainda assim conseguiu aumentar as exportações, que avançaram 0,5% no trimestre.   

Desvalorização do dólar, queda nos juros e Bitcoin 

Em agosto, o grande campeão das aplicações financeiras foi o Bitcoin, com uma valorização de 8,89%. O Bitcoin deixou para trás outras moedas reais, como o dólar (que teve alta de 5,06% no mês), e até o porto seguro preferido dos investidores, o ouro (+4,42%).

O cenário fortalece a tese de que o investimento em Bitcoin segue como a melhor opção para o investidor que está buscando não somente um refúgio, mas também uma forma de diversificar seu portfólio de investimento.

No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) estabeleceu a Selic em 2% ao ano, cortando 0.5% em sua marca anterior. O Brasil atualmente apresenta a menor taxa de juro referencial de toda sua história. Em julho de 2019, a taxa de juro anual era de 6%, a taxa hoje é de 2%.

Com efeito, os investidores estão buscando velhas e novas formas de diversificarem seus investimentos, o ouro, as ações e as criptomoedas estão figurando como as melhores opções. O Bitcoin acumula 72,99% de valorização, enquanto o ouro valorizou-se 17,12%.