Bolsa de São Paulo cresce puxada por Pessoas Físicas

Com a queda da renda fixa, pela queda continuada da Selic, investidores pessoas físicas estão impulsionando os negócios na Bovespa, buscando rentabilidade e risco no mercado de ações. Empresas como Via Varejo, Weg, Marfrig e outras, entregam resultados bastante acima das estimativas de analistas.

As pessoas físicas, que já chegam a quase 3 milhões de CPF’s operando via homebroker e essa multidão está produzindo essas ondas de recordes de pontos na Bovespa desde março. Número de pessoas físicas que investem na bolsa aumentou 68% neste ano, na média do ano, a pessoa física respondia por 20,9%. Em julho, esse percentual ficou em 26,9%. Ano passado, fechou em 17,1%, segundo reportagem do Valor.

O mesmo movimento tem sido visto no mercado de criptoativos

A Mercado Bitcoin é a única exchange no Brasil a operar derivativos tradicionais convertidos em tokens e tem visto uma forte demanda por esses produtos desde seus lançamentos. A Mercado Bitcoin lançou a Paxos Gold, uma stablecoin lastreada em ouro e no seu primeiro dia de negociação correspondeu a 25% de todo o volume de ouro da B3. O movimento reportado pela Mercado Bitcoin foi de R$ 2,5 milhões em transações em apenas 24 horas. No total foram cerca de 1.400 investidores comprando e vendendo a criptomoeda no Mercado Bitcoin.

De acordo com esse evento, podemos concluir que possa haver uma correlação entre os investidores pessoas físicas que estão impulsionando a Bovespa e os recentes movimentos apresentados pela Mercado Bitcoin. A título de comparação apenas 152 investidores atuaram no mercado aberto de contratos de ouro (OZ1D) na B3, com um volume diário de R$ 7,91 milhões em negociações. Os números apresentados com a estreia da PAXG ainda coincidiram com a valorização do ouro, que alcançou US$ 2.000 recentemente.

Embora causa e correlação não estejam exatamente ligadas, não é difícil notar que há uma correlação entre os movimentos de investidores não institucionais, operando em ambos os setores, buscando valorização e exposição ao risco, no momento que as taxas de juros básicos estão em níveis tão baixos.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) estabeleceu a Selic em 2% ao ano, cortando 0.5% em sua marca anterior. O Brasil atualmente apresenta a menor taxa de juro referencial de toda sua história. Em julho de 2019, a taxa de juro anual era de 6%, a taxa hoje é de 2%.

Com efeito, os investidores estão buscando velhas e novas formas de diversificarem seus investimentos, o ouro, as ações e as criptomoedas estão figurando como as melhores opções. O Bitcoin acumula 72,99% de valorização, enquanto o ouro valorizou-se 17,12%.

 

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