Bitcoin superou ativos tradicionais durante a pandemia Criptoativo se destaca como melhor ativo de proteção

O Bitcoin superou as classes de ativos tradicionais em métricas absolutas e ajustadas ao risco durante a pandemia de COVID-19 nos EUA. Embora quase todas as classes de ativos tenham declinado inicialmente no início de março em uma fuga de capitais e de títulos de curto prazo de baixo risco, o Bitcoin superou outros no rali em abril e maio para recuperar perdas. De acordo com recente estudo da TradeBlock.

De modo geral, todos os ativos sofreram perdas, tais como as ações, Bitcoin, ouro e títulos dos EUA viram declínios acelerados à medida que a pandemia se espalhou pelo mundo em março de 2020. Embora o Bitcoin tenha sofrido perdas significativas inicialmente, o ativo realizou uma forte recuperação desde que recuperou suas perdas, em maio. Da mesma forma, o ouro, se recuperou seu status de porto seguro nas semanas seguintes.

 

imagem: Tradeblock

Como podemos ver no gráfico acima, a dupla Bitcoin/ouro vem performando melhor que os demais ativos que estão sofrendo muito os efeitos deletérios da paralisação econômica e pelas incertezas em relação à pandemia.

Na sexta passada observamos uma queda acentuada do mercado de ações, levando consigo toda a valorização acumulada no último mês. Hoje o índice Dow Jones caiu 1,47%, a 25.229 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 1,33%, a 3.001 pontos, enquanto a Nasdaq recuou 0,68%, a 9.524 pontos.

Boa parte dessas perdas é oriunda do mercado de aviação que vem sofrendo de sobremaneira mais que os demais setores, visto que milhares de passagens foram canceladas desde março. As companhias aéreas do índice S&P 1500 perderam 4,5%.

No mês passado, Paul Tudor Jones anunciou que o fundo BVI de sua empresa iniciou uma alocação percentual baixa de um dígito com exposição ao Bitcoin, através da compra de contratos futuros liquidados em dinheiro. Conforme relatado pela Bloomberg, Jones foi motivado a se posicionar no Bitcoin depois de considerar as implicações de compra de títulos e gastos fiscais sem precedentes pelos bancos centrais globais nos últimos meses. O que deixou o bilionário preocupado com a liquidez do mercado bancário internacional e a consequente inflação, devido à impressão recorde de dinheiro, por parte do Fed e outros grandes bancos centrais mundiais.

Artigo originalmente publicado por esse autor no Cointelegraph.

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