A FTX, que já foi uma das maiores exchanges de criptomoedas, agora está se reinventando através de sua antiga operação de mineração. Antes de declarar falência em novembro de 2022, a exchange adquiriu uma participação de 20% na Genesis Digital Assets, e agora essa mina de ouro está sendo utilizada para impulsionar a inteligência artificial.
Recentemente, a SWI Group, uma empresa de investimentos, levantou cerca de 900 milhões de dólares para expandir sua capacidade de computação em data centers e IA, incluindo a operação de mineração que estava ligada à FTX. Em um comunicado na segunda-feira, a SWI anunciou que o capital levantado será destinado à expansão de suas operações na Europa e nos Estados Unidos.
Com essa movimentação, a SWI agora controla a maioria da Genesis Digital Assets, que possui 15 instalações com uma capacidade total de 1,3 gigawatts. Em agosto, a SWI detinha 70% da Genesis, permitindo que renomeasse a operação de mineração para SWI Digital.
A aquisição da Genesis, um dos ativos que se tornaram problemáticos durante a queda da FTX, ocorreu em um momento em que os credores da exchange buscavam recuperar fundos. O ex-CEO da FTX, Sam Bankman-Fried, havia direcionado a Alameda Research, a empresa irmã da exchange, a investir mais de 1 bilhão de dólares para adquirir a participação de 20% na Genesis entre 2021 e 2022.
Após a falência da FTX, que resultou em acusações criminais contra vários executivos por uso indevido de fundos de clientes, o cofundador e CEO da SWI, Max-Hervé George, afirmou que todas as disputas legais relacionadas à participação da FTX na Genesis foram resolvidas.
Essa transição da mineração de cripto para a IA pode ser um sinal de que estamos vendo uma nova fase no ecossistema cripto, onde a inovação e a adaptação são essenciais para a sobrevivência. Fiquem atentos, pois o mercado está sempre mudando e novas oportunidades podem surgir a qualquer momento!