Recentemente, a Chainalysis revelou que o CARF (Crypto Asset Reporting Framework) abrange apenas 14% das atividades onchain de criptoativos que poderiam ser tributadas. Essa informação é crucial para nós, investidores, pois indica que uma grande parte do ecossistema cripto ainda está fora do radar das autoridades fiscais.
A coleta de dados pelo CARF começou em 1º de janeiro de 2026, abrangendo 48 jurisdições, incluindo o Reino Unido e a União Europeia. Isso significa que as plataformas de cripto que estão sob a alçada do CARF agora precisam coletar informações adicionais sobre os clientes e sua residência fiscal. Essa mudança pode impactar a forma como interagimos com essas plataformas, especialmente em um mercado que já é volátil por natureza.
O foco do CARF em intermediários de criptoativos ajuda a explicar as lacunas que a Chainalysis destacou. Colby Mangels, um ex-conselheiro da OCDE que trabalhou no CARF, mencionou que o framework foi projetado em torno de intermediários que facilitam transações cripto como um negócio. Isso significa que grande parte das finanças descentralizadas (DeFi) ainda está fora do perímetro de relatórios, já que pode não haver um operador centralizado ou uma relação de custódia para impor requisitos de relatórios.
Entretanto, isso pode mudar à medida que os reguladores desenvolvem regras para plataformas descentralizadas. Mangels também comentou que as autoridades fiscais estão atentas ao desenvolvimento das regulamentações contra lavagem de dinheiro, incluindo esforços para determinar quando plataformas DeFi ou seus operadores devem ser tratados como provedores de serviços cripto regulamentados.
Portanto, é fundamental que nós, como investidores, fiquemos atentos a essas mudanças regulatórias. O mercado cripto é dinâmico e, com a evolução das regras, novas oportunidades e desafios podem surgir. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) e esteja preparado para se adaptar a esse ambiente em constante mudança.