O mercado de criptomoedas sempre foi um campo de debates acalorados entre estudiosos islâmicos, especialmente quando se trata de como os ativos digitais se alinham com os princípios da Shariah, que proíbem incertezas excessivas, especulação e juros. À medida que as empresas buscam abordar essas preocupações, ativos digitais compatíveis com a Shariah estão começando a ganhar destaque.
Um exemplo inicial ocorreu em 2025, quando o AlAbraaj Restaurants Group, baseado em Bahrein, adotou uma estratégia de tesouraria em Bitcoin (BTC) e anunciou planos para desenvolver instrumentos financeiros compatíveis com a Shariah, visando ampliar o acesso ao Bitcoin em todo o mundo islâmico.
Mais recentemente, em abril, a Palm Azgar Finance expandiu sua stablecoin PUSD, que é compatível com a Shariah, para a ADI Chain, mirando o mercado de finanças islâmicas que ultrapassa os $3 trilhões. A PUSD se tornou a segunda stablecoin disponível na rede, permitindo que instituições realizem transações usando um ativo vinculado ao dólar ou um token denominado em dirham na mesma infraestrutura.
Enquanto isso, Dubai se firmou como um dos principais centros de criptoativos no Oriente Médio, continuando a expandir seu mercado regulado de ativos digitais. No início deste mês, a Autoridade Reguladora de Ativos Virtuais (VARA) do emirado emitiu sua 50ª licença para prestadores de serviços de ativos virtuais, superando o número de empresas de cripto licenciadas em Hong Kong e Singapura.