STO – Security Tokens aceleram a democratização do capital de risco

Por décadas, o mundo do capital privado foi reservado exclusivamente para empresas de capital de risco e investidores credenciados – indivíduos com um patrimônio líquido de pelo menos um milhão de dólares ou com um salário anual de pelo menos US$ 100.000. Mas quando o Título III da Lei de JOBS entrou em vigor em maio de 2016, de repente qualquer um poderia investir em empresas privadas. Os Security tokens já foram objeto de estudo desse portal, como já reportado aqui.

O advento das cryptomoedas, a tecnologia blockchain e os contratos inteligentes inauguraram uma forma ainda mais eficiente para os empreendedores levantarem capital sem o uso de um intermediário ou muitas regras aplicáveis às IPO. Por exemplo, a ICO do Telegram, embora fosse acessível ao público, não apenas a investidores credenciados, o aplicativo arrecadou US$ 850 milhões, marcando um dos maiores eventos de arrecadação de fundos na história da tecnologia, como já reportamos aqui nesse portal.

Empresas como Securitize, Polymath e Harbor se tornaram líderes no movimento de transformação, dos ativos tradicionais em STO. Como um veículo de captação de recursos, os tokens de segurança permitem que as empresas levantem capital sem ter que se apoiar em bancos de investimento e bolsas de valores como intermediários. A Spice VC, por exemplo, é um fundo tokenizado, assim como o Blockchain Capital.

Dada a supervisão da SEC e de outros órgãos reguladores de que os tokens de segurança estão sujeitos à regulação, os investidores podem investir em STO sem se preocupar em ser enganados por esquemas fraudulentos. Sua única preocupação é o sucesso financeiro da empresa, como é o caso da posse de ações. A estrutura regulatória financeira nos EUA cria um cenário favorável para que os STO prosperem. O estado de Delaware, destaca-se em particular, já que agora permite que as empresas escrevam ações em um blockchain.

Registros distribuídos permitem a tokenização de ativos como imóveis e belas artes. Os tokens de segurança permitem a propriedade fracionada e o emissor determina o quanto essa propriedade é fracionária. Isso significa que praticamente qualquer pessoa que queira possuir um imóvel em um lugar como Manhattan, por exemplo, é capaz de fazê-lo. Mesmo a parte mais cara do mercado imobiliário, uma vez que é transformada em token de segurança, pode ser dividida em partes que qualquer pessoa possa pagar. O mesmo vale para obras de arte e outras classes de ativos anteriormente reservadas para os super ricos.

Pode-se pensar que isso é comparável a possuir ações de um fundo de investimento imobiliário (LCI), mas tornar-se um proprietário de imóveis tokenizados oferece muito mais flexibilidade, já que você tem mais autonomia sobre as propriedades que possui.

Se você é proprietário de uma propriedade multimilionária ou de um Cézanne raro e quer transformá-los em dinheiro, ao tokenizar qualquer propriedade, esta pode ser alienada em dúzias ou até centenas de investidores que possam reivindicá-la.

O primeiro exemplo conhecido e proeminente disso é a pintura icônica de Andy Warhol, “14 Small Electric Chair” (1980), que foi tokenizada e oferecida como propriedade fracionada pela galeria de arte descentralizada Mecenas. Certamente não será o último.

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Ainda estamos na aurora dos STOs

Temos visto um progresso notável no desenvolvimento de tokens de segurança, mas há muito a ser feito para ampliar o escopo e a capacidade dos STOs. As primeiras exchanges especializadas em STOs estão apenas começando começando. Empresas como Polymath e Harbor estão ocupadas desenvolvendo padrões para tokens assets e tokens de segurança. Já existem bolsas totalmente compatíveis, como a Templum, Open Finance e tZero.

Mas muitos desafios ainda persistem quando se trata da ampla adoção de STOs. Por exemplo, na maioria dos países, as leis atuais permitem que apenas investidores credenciados comprem tokens de segurança. No entanto, existem poucos mecanismos até o momento para garantir que esse tipo de negociação seja possível apenas em carteiras pertencentes a investidores credenciados ou institucionais. Há também a questão de verificação da custódia.

O presente e o futuro são brilhantes para os tokens de segurança. Se o progresso continuar como esperado, estamos certos de  um cenário de investimento mais democratizado.

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