Ethereum sob questionamentos dos órgãos reguladores americanos

Os reguladores do mercado financeiro americano estão debruçados sobre a questão que mais perturba o mercado de cryptos nos EUA, se o ether e outras cryptomoedas devem ser tratadas como títulos.

A SEC e organismos colaterais que administram e regulam o mercado financeiro americano estão questionando se as mesmas regras para as ações devem se aplicar às moedas digitais, informou o The Wall Street Journal terça-feira. Até agora, as cryptomoedas não foram atingidas por medidas mais amplas pela Securities and Exchange Commission. Para a SEC as cryptomoedas podem ser vistas “provavelmente como uma venda ilegal de títulos”.

O Ether, que tem um valor de mercado de aproximadamente US$74 bilhões, caiu cerca de 6% na terça-feira e estava sendo negociado perto de US$670.04, de acordo com dados da Cryptovalores. No instante dessa redação, o Ether está cotado em US$743.79.

A análise é baseada em se os fundadores de outras moedas virtuais, além do bitcoin, têm algum controle sobre seu valor, similar a como os gerentes de uma empresa podem influenciar o valor das ações de uma empresa com base em estratégia e investimentos.

Duas agências reguladoras federais aplicaram diferentes definições ao que é exatamente uma cryptomoeda. A Commodity Futures Trading Commission rotulou-os como commodities, o que significa que estão isentos do regulamento da SEC. A SEC, por outro lado, indicou que vê as cryptomoedas como títulos. Em março, a agência informou que está buscando aplicar as leis de valores mobiliários em todas as modalidades de negócios ligados às crypto, desde as exchanges, até as empresas de armazenamento de ativos digitais conhecidas como carteiras, como Ledger. Que em breve deve aumentar seu suporte a mais 7 moedas, como já noticiado em primeira mão aqui nesse portal.

A fundação Ethereum levantou mais de 31.000 Bitcoins em julho de 2014, no valor de US$ 18,3 milhões na época, quando vendeu os primeiros 60 milhões de Ether. Como os investidores estavam especulando que o lançamento resultaria em um aumento no valor dos ativos, o acordo se assemelhava a um título, eis aí o questionamento dos organismos reguladores americanos. Se esse caso for levado a cabo, abrirar-se um precedente para o surgimento de uma regulação ainda mais pesada no mercado de crypto nos EUA e por conseguinte no mundo. Pois no momento que um token é considerado ativo mobiliário, passará a ser regulado ou mesmo proibido como uma ação ou uma debênture. Essa brecha regulatória é tudo o que Wall Street velha ainda buscando para se inserir de vez nos cryptoativos. Contudo, utilizando-se das suas regras, sem sair de sua zona de conforto. Quando se vê, George Soros, que antes era um crítico feroz às cryptomoedas, anunciar a criação de um fundo para aplicar em cryptomoedas, estamos diante de um fato de extrema relevância para o cryptoecossistema. O império contra-ataca, senhores.

Um consórcio chamado Enterprise Ethereum Alliance, que inclui empresas como Microsoft e J.P. Morgan, está desenvolvendo usos para o blockchain da Ethereum.

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