A cidade de Baltimore, sob a liderança do prefeito Brendan Scott, decidiu entrar com ações judiciais contra as plataformas de previsão Kalshi e Polymarket, alegando que essas empresas violaram as leis locais de jogos. A reclamação destaca que as plataformas operam como ‘casas de apostas ilegais e não licenciadas’, enganando os usuários sobre a legalidade e o status regulatório de seus produtos.
Scott afirmou: ‘Essas empresas estão operando sportsbooks sem licenças, apostando que um novo rótulo as colocará acima da lei. Não vão conseguir. Baltimore não permitirá que empresas bilionárias coloquem lucros acima das pessoas e prejudiquem nossas comunidades com jogos ilegais.’
Curiosamente, a queixa da cidade incluiu Robinhood, Webull e Coinbase como parceiras da Kalshi, todas acusadas de práticas enganosas ao comercializar contratos esportivos como algo que poderia ser ‘legalmente adquirido e negociado em Maryland.’
Essa ação legal contra as empresas de previsão é mais um capítulo no conflito entre autoridades estaduais e federais nos EUA, e muitos especialistas acreditam que isso pode acabar em um apelo ao Supremo Tribunal. A Comissão de Comércio de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC), sob a liderança de Michael Selig, argumenta que os contratos de eventos em mercados de previsão se enquadram como ‘swaps’, enquanto as ações de Baltimore e outras autoridades estaduais contestam essa afirmação.
Um porta-voz da Polymarket comentou sobre a situação, afirmando: ‘A ação específica da cidade vai contra o quadro estabelecido pela CFTC para regular os mercados de previsão. Como os tribunais já reconheceram, os mercados de previsão em bolsas registradas pela CFTC são regidos pela lei federal, e não por um emaranhado de regras estaduais e locais.’