Economia

Análise sobre vendas de ações de mineradoras de Bitcoin e a busca por novas receitas

| Redação
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Nos últimos tempos, a atenção dos investidores tem se voltado para as vendas de ações internas das mineradoras de Bitcoin que estão adotando estratégias voltadas para a infraestrutura de IA. A empolgação com o setor parece estar esfriando, e as preocupações com a governança estão ganhando destaque.

De acordo com a Blocksbridge Consulting, executivos de empresas como TeraWulf, Cipher Digital, Riot Platforms e Core Scientific revelaram vendas de ações nos últimos meses, muitas delas realizadas sob planos de negociação pré-estabelecidos pela Regra 10b5-1. Investidores estratégicos, incluindo a Tether, também diminuíram suas participações, como foi o caso da redução de sua participação na Bitdeer após a recente alta impulsionada pela IA. Essa mudança ocorre em um momento em que o Índice de Crescimento de Infraestrutura de IA TEM caiu 16% no último mês.

A Blocksbridge observou que os investidores estão cada vez mais avaliando se os benefícios das mudanças estratégicas das mineradoras realmente chegarão aos acionistas públicos, além da narrativa de crescimento da IA.

As ações da CleanSpark, por outro lado, dispararam até 22% após a mineradora de Bitcoin assinar um contrato de locação de 20 anos para um data center na Geórgia, que pode gerar até US$ 6,6 bilhões em receita contratada. Esse acordo abrange um data center de 175 megawatts no campus da empresa em Sandersville, Geórgia, e foi assinado com uma empresa de tecnologia global de grau de investimento não divulgada. O inquilino instalará seu equipamento de computação no local, com entregas programadas para começar no quarto trimestre de 2027. Se o cliente optar por duas extensões de cinco anos, o valor total do contrato pode chegar a US$ 11,6 bilhões.

Esse movimento reflete uma tendência mais ampla entre as mineradoras de Bitcoin que buscam novas fontes de receita, especialmente em um cenário onde a economia de mineração pós-halving continua sob pressão. Enquanto muitas mineradoras de capital aberto reduziram suas reservas de Bitcoin para aumentar a liquidez, a CleanSpark tem se mantido como uma acumuladora líquida, apesar de ter vendido algumas BTC no início deste ano para financiar operações.

Por outro lado, a Bitmine Immersion Technologies gerou US$ 45,7 milhões em receita com staking e validação de Ethereum no último trimestre, demonstrando a força de seu negócio mesmo com os preços do ETH sob pressão. O staking de Ethereum representou 98% da receita da empresa nos três meses encerrados em 31 de maio, em comparação com apenas US$ 624.000 provenientes da mineração de Bitcoin e US$ 168.000 de serviços de consultoria. Esses resultados seguem o lançamento em março da MAVAN, a plataforma institucional de staking de Ethereum da Bitmine, que foi construída com a aquisição da operadora de validadores Pier Two Holdings. A empresa afirmou que possui aproximadamente 85% de suas reservas de Ether em staking, totalizando cerca de 4,9 milhões de ETH.

O presidente Tom Lee afirmou que a Bitmine agora realiza mais staking de Ether do que qualquer outra entidade e projeta recompensas anuais de staking de US$ 284 milhões assim que suas reservas do token estiverem totalmente em staking através da MAVAN e seus parceiros.

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Fonte: https://cointelegraph.com/news/crypto-biz-when-dollars-disappear-stablecoins-step-in