Recentemente, a K33 trouxe à tona um dado interessante: em ciclos de bear market anteriores, o Bitcoin costumava encontrar seu fundo quando mais da metade de sua oferta circulante estava em perda. Isso nos leva a refletir sobre o que pode estar por vir neste ciclo atual.
Durante o ciclo de bear market de 2017, o Bitcoin atingiu seu fundo 31 dias após mais de 50% de sua oferta estar em perda. Em novembro de 2018, esse número caiu para 23 dias, e em novembro de 2022, apenas 13 dias. Curiosamente, o ciclo de 2014 foi uma exceção, com o Bitcoin só atingindo seu fundo 101 dias após o mesmo sinal, e ainda assim, um ano depois, estava 25% mais baixo.
O relatório também destaca que grandes vendedores, como os detentores de ETFs de Bitcoin, podem fazer com que este ciclo se comporte de maneira diferente dos anteriores, devido ao seu impacto no preço. Recentemente, os ETFs de Bitcoin registraram dois dias consecutivos de entradas, totalizando $265 milhões na segunda-feira, mas enfrentaram saídas líquidas de $4,51 bilhões em junho, marcando o pior mês da história.
Além disso, outros indicadores estão sugerindo que um fundo pode estar próximo. O Block Scholes Risk Appetite Index, que mede o momentum bullish e bearish em ativos digitais, caiu para -1,27 em 3 de julho, mas desde então se recuperou. Historicamente, essa recuperação precedeu um retorno médio de 12% no preço spot nos 100 dias seguintes, conforme identificado em oito instâncias anteriores.
Um porta-voz do Block Scholes comentou que, historicamente, movimentos como esse têm precedido um desempenho mais bullish nos preços spot e podem levar a uma maior alocação em ativos de risco, como as criptos.
Portanto, enquanto observamos o percentual de BTC em perda, é crucial manter a mente aberta e fazer a devida pesquisa (DYOR). O mercado cripto é volátil, mas também cheio de oportunidades para aqueles que estão dispostos a se aprofundar e entender os sinais.