Recentemente, a Cambridge fez uma análise detalhada sobre o consumo de energia das nodes do Ethereum após a transição para o proof-of-stake, conhecida como Merge. Eles mediram o quanto essas nodes consomem de eletricidade em 20 combinações dos principais clientes de software da rede. O resultado? Um setup típico em casa consome cerca de 18 watts, enquanto uma estação de trabalho mais robusta chega a aproximadamente 153 watts.
Com uma mistura de nodes residenciais e profissionais, a pesquisa estimou um consumo médio de cerca de 105 watts por node. A Cambridge identificou cerca de 8.522 nodes completas descobertas, sendo que 64% estão operando em ambientes de nuvem ou empresariais, enquanto 36% estão em conexões residenciais.
Outro ponto interessante é que as emissões restantes do Ethereum agora são impulsionadas principalmente pelas redes elétricas que alimentam suas nodes. O estudo revelou que cerca de 56,4% da matriz elétrica da rede provém de fontes renováveis e nucleares, em comparação com 43,6% de combustíveis fósseis.
Vale lembrar que a transição do Ethereum do proof-of-work para o proof-of-stake, realizada em setembro de 2022, foi um marco significativo. Essa mudança eliminou a necessidade de mineradores competindo entre si com equipamentos que consomem muita energia, substituindo-os por validadores que garantem a segurança da rede ao fazer staking de Ether.
Após o Merge, as estimativas de energia mostraram que a atualização reduziu o uso de eletricidade da rede em mais de 99,9%, uma mudança impressionante que pode ser um grande atrativo para novos investidores e entusiastas do ecossistema cripto.
Com isso, fica claro que o Ethereum está se posicionando não apenas como uma plataforma robusta para contratos inteligentes, mas também como uma alternativa mais sustentável no espaço das criptomoedas. É sempre bom DYOR e ficar de olho nas inovações que podem trazer novas gemas para o nosso portfólio!