Recentemente, a OCC, o órgão regulador financeiro dos EUA, deu uma aprovação condicional para a World Liberty Financial, que está sob os holofotes devido à sua ligação com a família Trump. Essa aprovação permitirá que a empresa opere como um banco fiduciário nacional, sob o nome de World Liberty Trust Company, National Association.
A proposta da World Liberty inclui a emissão de stablecoins lastreadas em dólar americano e a custódia de ativos digitais relacionados ao seu token USD1. No entanto, essa movimentação não veio sem polêmica. A conexão da empresa com Donald Trump e seus filhos levantou preocupações sobre possíveis conflitos de interesse, especialmente considerando que Jonathan Gould, o chefe da OCC, foi nomeado por Trump em 2025.
Elizabeth Warren, senadora que não esconde sua oposição, criticou a aprovação da OCC, chamando-a de um ato de corrupção sem precedentes. Ela e outros nove senadores introduziram uma legislação para combater essa situação, conhecida como Ending Presidential Corruption in Banking Act.
Além disso, a World Liberty está sob investigação por suas ligações com entidades estrangeiras, especialmente uma empresa de investimento de Abu Dhabi que adquiriu 49% da empresa por US$ 500 milhões. Essa conexão com o Oriente Médio levanta ainda mais questões sobre a influência que pode ter na política americana.
É um momento crucial para o setor cripto, especialmente com a OCC aprovando várias aplicações de empresas do setor sob a administração Trump. Com a aprovação de empresas como Circle, Ripple Labs e Coinbase, a corrida por um espaço no mercado financeiro tradicional está mais acirrada do que nunca. Para nós, investidores veteranos, isso é um sinal claro de que a regulamentação está se moldando, e precisamos estar atentos às oportunidades que surgem nesse cenário.