Em junho, o volume ajustado de transações com stablecoins alcançou impressionantes $1.8 trilhões, segundo dados da Visa. O grande destaque foi a rede Base, da Coinbase, que dominou o cenário com $565 bilhões, representando 31.5% do total. Logo atrás, temos o Ethereum com $562 bilhões, e o Tron, que ficou em terceiro lugar com $320 bilhões, ou cerca de 18% do total.
Vale lembrar que a Visa, em parceria com a Artemis, Allium Labs e Castle Island Ventures, desenvolveu uma metodologia de transação ajustada que filtra métricas que podem desviar a atenção, como bots de trading de alta frequência e reequilíbrio de tesourarias de exchanges. Isso ajuda a aproximar melhor a atividade orgânica das stablecoins.
Além disso, o mercado de stablecoins está se tornando cada vez mais competitivo. Recentemente, a Open Standard anunciou o lançamento do Open USD (OUSD), com o apoio de mais de 140 empresas de pagamentos, bancos, tecnologia e cripto, incluindo gigantes como Visa e Mastercard.
Nick Ruck, diretor da LVRG Research, comentou que esse volume recorde demonstra a resiliência desses ativos, mesmo em meio ao atual bear market do setor cripto. Ele destacou que essa onda de crescimento ressalta o papel crescente das stablecoins como infraestrutura essencial para transferência de valor, provisão de liquidez e atividades de finanças descentralizadas, que continuam a prosperar independentemente das movimentações especulativas de preços.
Ruck também previu que essa tendência deve continuar, com as stablecoins se tornando uma camada fundamental da economia Web3, posicionando-se para alcançar um alcance ainda maior à medida que o mercado evolui.