Recentemente, um legislador da Carolina do Norte, o representante Don Davis, apresentou o projeto de lei intitulado No Betting on Your Own Race Act, que tem como objetivo proibir políticos de apostarem em suas próprias eleições através de plataformas de mercado preditivo. Essa iniciativa surge em um momento em que a integridade das eleições está em foco, especialmente com as eleições de meio de mandato se aproximando.
O projeto visa impedir que candidatos federais, suas campanhas, cônjuges e filhos possam comprar, vender, adquirir, descartar ou manter contratos relacionados às suas eleições. Davis argumenta que essa legislação é crucial para evitar interferências no mercado e práticas de insider trading, além de impedir que legisladores se beneficiem financeiramente de suas próprias campanhas. A proposta inclui uma penalidade civil de $10.000 para cada violação ou três vezes qualquer ganho financeiro potencial.
Embora o texto da proposta não mencione explicitamente plataformas de mercado preditivo como Kalshi e Polymarket, a referência a contratos de eventos políticos deixa claro que o foco está nessas atividades. Um exemplo recente foi a candidata republicana Laurie Buckhout, que recebeu uma suspensão de três anos e uma multa de $2.590 da Kalshi em agosto por negociar contratos de eventos relacionados à sua corrida, mas não enfrentou acusações civis ou criminais.
Entretanto, é importante notar que o projeto de Davis não será discutido antes das eleições de meio de mandato de 2026, já que a Câmara e o Senado estão em recesso até novembro. Enquanto isso, contratos de eventos sobre as eleições nos EUA continuam disponíveis tanto na Kalshi quanto na Polymarket, com odds que favorecem os democratas na possibilidade de retomar o Congresso em 2027.
Essa situação levanta questões sobre a ética e a transparência no processo eleitoral, e como investidores e cidadãos devemos sempre DYOR (fazer sua própria pesquisa) para entender as implicações dessas legislações e como elas podem afetar o mercado como um todo.