Banco Mundial celebra primeiro título negociado via blockchain

O Banco Mundial celebrou com o Commonwealth Bank of Australia um acordo que sugere que o títulos emitidos em blockchain sejam emitidos em um processo mais transparente e de baixo custo para a emissão de capital de risco.

O Banco Mundial afirma que será o primeiro do mundo a usar o blockchain para criar, alocar, transferir propriedade e gerenciar contratos em spot, que serão chamados de Bond-i.

O Commonwealth Bank foi nomeado coordenador líder para a oferta ‘Bonds Canguru’, que será lançada na sexta-feira e poderá arrecadar cerca de US$ 50 milhões, como parte do programa de financiamento global do Banco Mundial. Ele será comercializado principalmente para investidores com sede na Austrália que trabalham com a CBA para entenderem e se ambientarem com o sistema.

O Banco Mundial considera a Austrália como líder global no desenvolvimento de blockchain, depois que a Australian Securities Exchange resolveu manter suas operações com a  Digital Asset Holdings baseada nos EUA para substituir seu sistema de compensação e liquidação de ações por um sistema baseado em blockchain. Isso está forçando muitos investidores institucionais no mercado australiano a se concentrarem na tecnologia. Popularizando rapidamente a adoção de tecnologias baseadas em DLT.

O acordo mostra o quão rápido blockchain passou de pesquisa e desenvolvimento e uma fase piloto para o mundo real, aplicações de mercado.

O software é privado, entretanto construído sobre a plataforma Ethereum. O sistema está sendo hospedado pelo Banco Mundial em uma nuvem Microsoft Azure, onde já há instâncias virtuais com o blockchain Ethereum à venda e pronto para uso comercial.

“Este é o primeiro passo em direção a como os mercados de capitais serão no futuro”, disse Sophie Gilder, chefe da blockchain na CBA.

Contudo, é importante destacar que o sistema de pagamento foi mantido fora do blockchain e será feito através dos sistemas tradicionais de SWIFT. Tanto a CBA quanto o Banco Mundial disseram que esperam que os pagamentos sejam incorporados no futuro.

Para que o sistema de pagamento fosse incorporado agora, exigiria que o Banco da Reserva da Austrália apoiasse uma versão digital do dólar australiano e que o governo removesse o Imposto sobre Bens e Serviços (GST) sobre tokens vinculados a moeda fiduciária, o que atualmente torna economicamente inviável a tecnologia processar pagamentos.

O Banco Mundial se envolveu com a CBA depois do case que feito entre a CBA e a Queensland Treasury Corp no início de 2017 envolvendo emissão de títulos, utilizando-se do blockchain.

 

 

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