O CLARITY Act está em discussão no Senado dos EUA desde que foi aprovado pela Câmara dos Representantes quase um ano atrás, como parte da agenda de “Crypto Week” dos republicanos, que também viu a aprovação da lei sobre stablecoins GENIUS. Para avançar, o projeto precisa de 60 votos, o que significa que alguns democratas terão que se alinhar com a maioria magra dos republicanos.
Entre os senadores, Van Hollen, Murphy e Merkley se destacam ao afirmar que não apoiarão o projeto sem uma clara proteção ética, especialmente após Trump revelar que lucrou US$ 1,4 bilhão com suas iniciativas cripto em 2025. Elizabeth Warren, uma voz crítica em relação a muitos assuntos cripto, também pediu que a legislação abordasse o que ela chamou de “corrupção financeira descarada”.
Apesar da resistência de alguns legisladores, o CLARITY Act conta com o apoio de duas organizações de aplicação da lei. A National Organization of Black Law Enforcement Executives e a Federal Law Enforcement Officers Association apoiaram o projeto, afirmando que ele ajudaria a combater crimes relacionados a ativos digitais.
John Thune, líder da maioria no Senado, prometeu realizar uma votação sobre o projeto antes do recesso do Senado em 10 de agosto, embora o calendário do Senado não tenha disponibilizado o horário exato da votação até terça-feira.
O CLARITY Act já conta com o apoio de Trump, que na segunda-feira pediu aos senadores que aprovassem o projeto “em homenagem” ao falecido senador Lindsey Graham, que era um grande defensor da legislação, embora não tenha feito declarações públicas a respeito.
A morte do senador deixou os republicanos com uma maioria de 52-47, e com Mitch McConnell ainda hospitalizado, o partido pode ter apenas 51 legisladores presentes no momento da votação.
Cynthia Lummis, uma das defensoras do CLARITY no Congresso, afirmou na segunda-feira que os legisladores devem divulgar o texto do projeto “nos próximos dias”.