A recente colaboração entre os governos dos EUA e do Reino Unido marca um passo significativo na regulamentação de ativos digitais. Com a implementação da lei sobre stablecoins prevista para 2025, o Departamento do Tesouro dos EUA e o HM Treasury britânico divulgaram recomendações que visam alinhar as regras transatlânticas para a tokenização e o mercado de stablecoins.
No comunicado conjunto, foram apresentadas quatro recomendações focadas em ativos digitais, destacando a importância da cooperação bilateral nas finanças. Uma das sugestões é a criação de um grupo liderado pelo setor privado para testar casos de uso transfronteiriços de ativos tokenizados, além de um esforço conjunto entre as agências financeiras dos EUA e o Banco da Inglaterra para identificar abordagens regulatórias comuns.
Sobre as stablecoins, o objetivo é estabelecer um mercado dinâmico que funcione de forma harmonizada entre as fronteiras. O comunicado enfatiza que cada governo buscará resultados comparáveis para riscos e atividades semelhantes, promovendo a estabilidade financeira e evitando distorções de mercado.
Embora a declaração do Tesouro não tenha mencionado explicitamente o Ato GENIUS, que aguarda regulamentações para entrar em vigor em janeiro de 2027, as recomendações indicam que as stablecoins devem ser totalmente respaldadas por ativos líquidos de alta qualidade, alinhando-se assim à legislação dos EUA.
Além disso, um relatório recente sugere que a tokenização pode adicionar até $44 bilhões ao PIB do Reino Unido até 2035, caso o país se torne uma das principais jurisdições para tokenização. O relatório pede a emissão de títulos tokenizados até o primeiro trimestre de 2027 e a realização de testes de transações financeiras na blockchain.