Recentemente, um grupo de entidades enviou uma carta à CFTC, destacando a necessidade de que os requisitos de registro se apliquem apenas às entidades que lidam com fundos de clientes ou executam negociações. Isso é crucial, pois não podemos permitir que desenvolvedores de software blockchain ou contribuintes de protocolos de código aberto sejam engessados por regulamentações que não se aplicam ao seu trabalho.
Além disso, o grupo pediu à CFTC que esclarecesse que as bolsas de derivativos registradas, as câmaras de compensação e os intermediários podem utilizar a infraestrutura on-chain para funções como execução de trades, compensação, liquidação, margem e manutenção de registros, desde que continuem em conformidade com as regulamentações existentes. Isso é um passo importante para garantir que a inovação não seja sufocada por um excesso de regulamentação.
Se não adotarmos essas recomendações, corremos o risco de manter o status quo, onde os usuários americanos ficam isolados dos mercados de derivativos on-chain, enquanto a inovação continua a prosperar em outros lugares. É uma situação que não podemos aceitar.
Essa carta surge em um momento em que empresas de cripto e bolsas tradicionais pressionam os reguladores dos EUA sobre como os derivativos baseados em blockchain devem ser regulamentados. Ambas as partes buscam maior clareza sobre a abordagem da CFTC.
Em maio, a Intercontinental Exchange e o CME Group pediram aos reguladores que analisassem a expansão da Hyperliquid em futuros perpétuos vinculados a commodities, argumentando que os derivativos de energia da plataforma descentralizada apresentavam riscos à integridade do mercado e manipulação. Isso mostra que a competição está acirrada e que as bolsas tradicionais estão preocupadas com a ascensão das plataformas descentralizadas.
Duas semanas depois, o CEO da ICE, Jeffrey Sprecher, pediu um ‘campo de jogo nivelado’ que permitiria que as bolsas regulamentadas oferecessem futuros perpétuos on-chain 24/7, afirmando que as regulamentações atuais estão impedindo as bolsas tradicionais de competir com plataformas como a Hyperliquid. É um apelo que reflete a urgência da situação.
Enquanto isso, o CME continua a expandir seu próprio negócio de derivativos cripto regulamentados. Este ano, a bolsa anunciou futuros atrelados ao Avalanche e Sui, lançou futuros de volatilidade do Bitcoin regulamentados pela CFTC e introduziu os futuros do Nasdaq CME Crypto Index, um contrato ponderado por capitalização de mercado que rastreia sete ativos digitais.
Apesar dessa expansão, o CME processou a CFTC em junho devido à aprovação da agência para futuros perpétuos cripto, argumentando que o regulador ultrapassou sua autoridade sob a Commodity Exchange Act. Essa batalha legal pode ter implicações significativas para o futuro dos derivativos cripto nos EUA.
Em resumo, estamos em um momento crítico para o mercado de cripto e a regulamentação dos derivativos. A forma como a CFTC e outros reguladores responderão a essas demandas pode moldar o futuro do setor e determinar se os EUA permanecerão na vanguarda da inovação em blockchain ou se ficarão para trás.