A MARA está dando passos significativos em direção à expansão de suas operações, mas como sempre, é preciso ter cautela e acompanhar de perto cada movimento. Recentemente, a empresa anunciou que seu projeto ainda está nas fases iniciais de desenvolvimento e depende de aprovações regulatórias, o que é um lembrete de que o caminho para a inovação no setor cripto pode ser cheio de obstáculos.
Em abril, a MARA revelou sua intenção de adquirir a Long Ridge Energy & Power, o que incluirá uma usina de energia a gás de 505 megawatts e um centro de dados localizado em Ohio, em uma transação que gira em torno de US$ 1,5 bilhão. Além disso, a empresa já havia adquirido uma participação de 64% na operadora francesa de infraestrutura de computação Exaion, mostrando que está de olho em novas oportunidades.
Atualmente, a MARA é a quarta maior detentora pública de Bitcoin (BTC), com 36.303 BTC em seu portfólio, segundo dados do BitcoinTreasuries.NET. Isso a coloca em uma posição privilegiada, mas a competição no espaço de mineração está se intensificando, especialmente com a crescente demanda por infraestrutura de inteligência artificial (IA) e computação de alto desempenho.
Os mineradores de Bitcoin estão se adaptando a essa nova realidade, utilizando a infraestrutura de energia já existente para suportar a mineração de BTC. No entanto, a conversão de locais de mineração em centros de dados prontos para IA exige investimentos significativos. A CoinShares estima que a infraestrutura de mineração custa entre US$ 700.000 a US$ 1 milhão por MW, enquanto a infraestrutura de IA resfriada a líquido pode custar de US$ 8 milhões a US$ 15 milhões por MW.
Apesar dos desafios, várias mineradoras de capital aberto têm anunciado acordos de infraestrutura de IA que somam bilhões de dólares. Por exemplo, a Core Scientific expandiu seu contrato de hospedagem com a CoreWeave para mais de US$ 10 bilhões, enquanto a Hut 8 firmou um contrato de 15 anos de US$ 7 bilhões com a Fluidstack. A TeraWulf também reportou receitas contratadas de HPC na casa dos bilhões.
Os investidores estão recompensando essa estratégia, com ações da Hut 8 subindo cerca de 20% após o anúncio do acordo com a Fluidstack. Além disso, empresas com contratos de IA e HPC estão sendo avaliadas com múltiplos mais altos do que aquelas focadas apenas na produção de Bitcoin, segundo um relatório da CoinShares.
Na semana passada, as ações da TeraWulf subiram cerca de 12% após a mineradora de Bitcoin anunciar um contrato de 20 anos para um centro de dados de IA com a Anthropic, que deve gerar aproximadamente US$ 19 bilhões em receita contratada.
Por fim, a MARA é a sexta maior participação no ETF de mineração de Bitcoin da CoinShares, representando 4,76% dos ativos, conforme dados do Yahoo Finance. As ações da WGMI subiram mais de 5% nas negociações da tarde de quinta-feira, mostrando que o mercado está atento a essas movimentações.