Economia

Cantor Fitzgerald sob investigação por laços com a Tether e suas implicações

| Redação
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Recentemente, o banco de investimento Cantor Fitzgerald se viu no centro de uma polêmica após um senador democrata, Richard Blumenthal, questionar suas relações com a Tether. A situação se intensificou após um relatório que sugere que o USDT da Tether se tornou uma ferramenta crucial para a rede bancária clandestina do Irã.

Blumenthal, que preside a Subcomissão Permanente de Investigações do Senado, exigiu que Cantor fornecesse registros sobre sua parceria com a emissora de stablecoins e os lucros que a família do Secretário de Comércio, Howard Lutnick, obteve desse arranjo. Em uma carta enviada na quinta-feira, o senador expressou preocupação sobre como a Cantor monitora a conformidade da Tether com as leis bancárias e de sanções.

O senador destacou que os acordos financeiros lucrativos da Cantor com a Tether podem comprometer a segurança nacional dos EUA. Desde que a Cantor adquiriu uma participação de 5% na Tether em 2024, o valor estimado dessa participação saltou de $600 milhões para impressionantes $10 bilhões, enquanto Lutnick recebeu mais de $250 milhões nesse período.

A investigação também se baseia em alegações de que a Tether tem sido usada em atividades ilícitas, levando Blumenthal a solicitar que o Tesouro e o Departamento de Justiça dos EUA investiguem possíveis violações de sanções. A Tether, por sua vez, afirmou que tem colaborado com as autoridades e congelou quase $550 milhões em USDT vinculados ao Irã este ano.

A relação entre Cantor e Tether começou em 2021, quando a Cantor passou a atuar como custodiante de parte dos títulos do Tesouro dos EUA que respaldam as reservas da Tether. Howard Lutnick, que era o CEO da Cantor na época, foi fundamental na negociação do investimento da empresa na Tether em abril de 2024.

Com a pressão crescente, Blumenthal está buscando não apenas os registros financeiros, mas também detalhes sobre a desvinculação de Lutnick da Cantor e se a empresa exige auditorias independentes da Tether. Ele também questionou se a Cantor já considerou encerrar a parceria e quais medidas foram tomadas para investigar as alegações de financiamento ilícito.

O senador deu um prazo até 23 de outubro para que a Cantor responda a essas questões. A situação está se desenrolando e, como sempre, é crucial DYOR (faça sua própria pesquisa) e ficar atento às movimentações nesse espaço tão dinâmico.

Fonte: https://cointelegraph.com/news/cantor-fitzgerald-faces-senate-democrats-probe-over-tether-ties