Recentemente, Hayes trouxe à tona uma possível mudança na política monetária da China, que poderia sair de uma abordagem de “austeridade leve” para um estímulo monetário substancial. Isso, segundo ele, poderia reviver a demanda por ativos escassos, o que é sempre um sinal de alerta para nós, investidores em busca de assimetrias.
Na Europa, ele está de olho no estresse financeiro na França, especialmente em relação aos swaps de crédito e os spreads dos títulos do governo francês. É um cenário que pode indicar que a impressão de dinheiro está prestes a acontecer, mesmo que de forma lenta e gradual, como um trem descarrilando sob a superfície.
O evento CONNECT da Cointelegraph em Seul abordou temas que vão desde a transição das finanças tradicionais para o blockchain até stablecoins e tesourarias corporativas em cripto. Catrina Wang, da Portal Ventures, destacou que bancos e gestores de ativos já têm uma base de clientes existente, o que lhes dá uma vantagem significativa sobre empresas que precisam atrair investidores do zero. Isso é crucial, pois quem detém o relacionamento com o cliente, detém a economia.
Além disso, Todd McDonald, cofundador da R3, mencionou que as blockchains públicas oferecem acesso a clientes fora das redes institucionais. A R3, que construiu seu negócio em torno de redes financeiras privadas, agora está se conectando à blockchain pública da Solana, o que pode abrir novas oportunidades.
Uma vez que os investidores alcancem esses mercados, a decisão sobre onde alocar seu capital e qual risco assumir se torna fundamental. Justin Kugel, da World Liberty Financial, observou que essas decisões estão criando espaço para intermediários, mesmo com a promessa original do cripto de eliminar esses intermediários. Muitos usuários preferem a proteção oferecida por exchanges centralizadas em vez de gerenciar seus próprios ativos.
Por outro lado, a Franklin Templeton não tem planos de emitir sua própria stablecoin, mas quer que seus fundos de mercado monetário tokenizados ofereçam renda de investimento junto com tokens de pagamento. Chetan Karkhanis, da empresa, afirmou que as assinaturas e resgates de fundos geralmente ainda requerem moeda fiduciária, embora algumas conversões envolvendo stablecoins já estejam disponíveis.
Haonan Li, cofundador da plataforma de câmbio de stablecoins Codex, mencionou que a demanda por pagamentos em stablecoins está crescendo ao longo das rotas comerciais que conectam a América Latina e a África Subsaariana com a Ásia. Isso mostra como o fluxo de bens e fundos está se tornando cada vez mais interconectado.
Para empresas que consideram estratégias de tesouraria em cripto, Ilya Podoynitsyn, da FinHarbor, alertou que é preciso ter liquidez suficiente para se comprometer a longo prazo sem afetar as operações diárias. Ele enfatizou a importância de não copiar a estratégia de outra empresa sem considerar as diferenças em balanços, requisitos de liquidez e tolerância ao risco.
Por fim, a discussão sobre se uma empresa listada com caixa sobrando deve comprar mais cripto ou recomprar ações que estão sendo negociadas abaixo do valor líquido dos ativos é sempre relevante. Michael Camarda, da SharpLink, destacou que recomprar ações e adquirir mais Ether são duas maneiras de aumentar as participações em ETH por ação, o que pode atrair tanto investidores institucionais quanto de varejo.
O mercado cripto está em constante evolução e, como sempre, é fundamental DYOR e estar atento às oportunidades que surgem nesse cenário dinâmico.