Recentemente, o FMI confirmou que a acumulação de Bitcoin por El Salvador, após a primeira revisão do programa de financiamento em junho de 2025, não utilizou recursos públicos. Isso surgiu após o país anunciar a aquisição de 1.090 BTC, avaliados em cerca de $100 milhões, levantando dúvidas sobre a conformidade com o programa de $1,4 bilhão do FMI.
Em uma declaração na quinta-feira, o FMI esclareceu que a adição de Bitcoin desde junho de 2025 foi proveniente de doações privadas, e não de compras financiadas pelo governo. Essa informação é crucial, pois mostra que o aumento nas reservas de Bitcoin do país não representa uma violação das diretrizes estabelecidas pelo FMI.
Além disso, o FMI destacou que o controle operacional da carteira Chivo foi transferido para um operador privado, enquanto o governo mantém uma participação minoritária e responsabilidades de custódia. O FMI não espera mais acumulações além das doações documentadas.
Desde o acordo de dezembro de 2024, que limitou a participação do setor público em Bitcoin, o governo de Nayib Bukele tem se mostrado resiliente. Apesar das restrições, Bukele afirmou que as compras de Bitcoin não iriam parar, com a promessa de adicionar pelo menos um BTC diariamente.
Atualmente, segundo o rastreador oficial da National Bitcoin Office, El Salvador possui cerca de 7.764 BTC, o que equivale a aproximadamente $628 milhões com o preço atual do BTC em $80.900. Essa quantidade ainda é superior ao que o país tinha antes do acordo com o FMI, refletindo as adições atribuídas a doações privadas.
Esse cenário levanta questões sobre a sustentabilidade e a estratégia de longo prazo de El Salvador no mercado de criptomoedas. A busca por novas gemas e a adaptação às diretrizes internacionais continuam a ser um desafio, mas a determinação do país em manter sua posição no ecossistema cripto é inegável.