Recentemente, um PAC (comitê de ação política) chamado Protect Progress, financiado principalmente por Ripple Labs e Coinbase, despejou mais de US$ 2 milhões em anúncios na Flórida, visando um candidato democrata, Oliver Gilbert. O interessante é que, antes da intervenção do PAC, nenhum dos candidatos democratas havia se posicionado fortemente sobre ativos digitais. Isso levanta algumas questões sobre a influência do dinheiro da cripto na política.
Gilbert está concorrendo ao assento atualmente ocupado pela representante Frederica Wilson, que, além de ter votado contra o CLARITY Act e o GENIUS Act, endossou Gilbert em um evento em junho. O PAC parece estar tentando moldar a narrativa, especialmente considerando que a maioria dos candidatos não tinha uma posição clara sobre criptomoedas até agora.
Gilbert, por sua vez, não hesitou em criticar os anúncios, alegando que “os amigos bilionários da tecnologia de [Donald] Trump” estão por trás dos “golpistas cripto tentando comprar uma primária democrata”. Isso mostra como o jogo político pode ser complicado, especialmente quando o dinheiro da cripto entra em cena.
O PAC Fairshake, que possui um cofre de guerra de US$ 193 milhões, já investiu mais de US$ 82 milhões em primárias e eleições especiais, o que demonstra o poder que esses grupos têm de influenciar a política. Com as primárias se aproximando, a batalha pelo controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos EUA em 2026 está apenas começando.
Enquanto isso, a comunidade cripto deve ficar atenta a como esses movimentos políticos podem impactar o futuro das regulamentações e do mercado de ativos digitais. A expectativa é que o Senado vote sobre o CLARITY Act em setembro, o que pode trazer mais clareza para o setor. Portanto, é hora de DYOR e ficar de olho nas próximas movimentações!