O Conselho da Cidade de Nova York decidiu investigar empresas que oferecem serviços de mercados de previsão, com o objetivo de averiguar se estão utilizando práticas de marketing enganosas e predatórias, especialmente direcionadas a jovens adultos. A presidente do conselho, Julie Menin, enviou cartas para quatro empresas: Kalshi, Polymarket, Coinbase e Gemini Titan, como parte dessa investigação.
Na notificação divulgada na quarta-feira, o conselho destacou que a investigação busca entender se essas plataformas estão empregando táticas de marketing abusivas, potencialmente prejudiciais para os usuários mais jovens. O membro do conselho, Shekar Krishnan, que preside o comitê de supervisão e investigações, comentou: “Aplicativos como o Polymarket estão se expandindo rapidamente sem controle. Seu alcance sem precedentes se deve ao fato de que estão se aproveitando de jovens adultos e menores com táticas de marketing enganosas e, às vezes, completamente falsas que os atraem e os esgotam.”
Essa investigação em Nova York é mais um capítulo em uma possível batalha legal entre reguladores estaduais e federais dos EUA sobre ofertas de mercados de previsão, como contratos vinculados a eventos esportivos. Enquanto muitas autoridades de jogos em nível estadual alegam que essas empresas estão oferecendo apostas esportivas ilegalmente, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) argumenta que as transações se enquadram como “swaps” sob sua jurisdição como regulador de commodities.
A Cointelegraph entrou em contato com a Gemini para comentar sobre a investigação, mas não obteve uma resposta imediata. Um porta-voz da Coinbase afirmou que a empresa “oferece aos seus clientes acesso a mercados de previsão regulamentados federalmente, supervisionados pela CFTC, e cumpre integralmente as leis aplicáveis”, enquanto um porta-voz do Polymarket disse que “aguarda com expectativa engajar-se com o Conselho da Cidade de Nova York sobre este assunto.”