Recentemente, a Galaxy Research trouxe à tona informações alarmantes sobre um ataque que resultou em perdas significativas de Bitcoin. De acordo com Thorn, foram confirmados mais de 450 BTC diretamente a partir de relatos de vítimas, mas esses dados ajudaram a identificar outros casos, totalizando mais de 730 BTC. Isso mostra como a comunidade cripto pode se unir para entender melhor os padrões de ataque e proteger uns aos outros.
A TRM Labs também corroborou esses números, estimando que os atacantes drenaram cerca de 1.816 BTC de mais de 5.200 endereços em quatro ondas distintas. Ari Redbord, chefe de política global da TRM, alertou que essa estimativa pode aumentar antes de se estabilizar, o que é um sinal claro de que a situação ainda está em evolução.
Por outro lado, a CryptoQuant, através de seu chefe de pesquisa, Julio Moreno, adotou uma abordagem cautelosa ao analisar os relatos públicos das vítimas. Eles confirmaram 1.432 BTC, mas Moreno destacou que esse número pode ser apenas o piso, já que mais vítimas podem se manifestar e divulgar seus endereços hackeados. Essa dinâmica é crucial, pois o Bitcoin roubado pertence a indivíduos e não a uma entidade centralizada, como uma exchange.
O desafio de determinar o total de BTC roubados é evidente, e Moreno enfatizou que sempre será uma estimativa. Isso nos lembra da importância de manter a vigilância e a transparência na comunidade cripto. Enquanto isso, a Chainalysis não fez uma contagem independente das perdas, e ZachXBT, um investigador de blockchain, afirmou que não tem planos de monitorar ou rastrear o incidente.
Esses eventos levantam questões sobre a segurança das wallets de hardware, especialmente após os ataques à Coldcard. A comunidade deve se perguntar: será que todas as wallets de hardware estão agora inseguras? A resposta pode não ser simples, mas é um lembrete de que a segurança no espaço cripto deve ser sempre uma prioridade.