Economia

A crescente preocupação com a segurança em um mundo de IA e criptomoedas

| Redação
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Recentemente, Zooko Wilcox trouxe à tona uma discussão crucial sobre a segurança em um cenário onde a inteligência artificial (IA) avança a passos largos. Ele destacou que a abordagem controlada da Anthropic para o lançamento de novos modelos é uma estratégia responsável, pois modelos recém-lançados podem beneficiar atacantes mais rapidamente do que defensores. Isso levanta uma questão importante: se a IA melhora a capacidade de ataque mais rapidamente do que a defesa, isso pode prejudicar todo o ecossistema cripto.

Wilcox mencionou que, à medida que modelos mais poderosos se tornam disponíveis, a pressão sobre a Anthropic para liberar esses modelos aumenta. A grande dúvida é se os defensores conseguirão utilizar esses modelos de forma tão eficaz quanto os atacantes. Essa dinâmica é crítica, especialmente considerando que o número de vulnerabilidades críticas (CVEs) aumentou após o lançamento do Claude Mythos Preview.

Michael Coates, CISO da Solana Foundation, também se manifestou a favor de salvaguardas, mas enfatizou a necessidade de um acesso mais rápido para defensores legítimos. Ele argumentou que, embora seja compreensível a necessidade de restrições para modelos avançados, é essencial agilizar os programas de verificação para que os defensores possam ter acesso a essas ferramentas poderosas.

Sean Cheetham, da Blockchain Capital, concordou que eventualmente abrir as restrições pode favorecer os defensores, já que pesquisadores de segurança legítimos superam em número os grupos que realizam ataques sofisticados. Ele afirmou que, se as boas pessoas puderem ampliar sua capacidade de defesa, é mais vantajoso liberar o acesso e permitir que se defendam adequadamente.

É interessante notar que, apesar de ser a maior exchange de criptomoedas do mundo em volume de negociação, a Binance ainda não tem acesso a esses modelos. A Fireblocks, que protege trilhões em ativos anualmente, também buscou acesso ao Mythos, mas até agora só utilizou o modelo publicamente disponível para testes de penetração.

Enquanto isso, algumas empresas adjacentes ao setor cripto conseguiram acesso. A FIS, que fornece tecnologia para bancos, e a HackerOne, que oferece serviços de bug bounty, se juntaram ao Project Glasswing, um programa da Anthropic que dá acesso antecipado a modelos restritos para defensores cibernéticos verificados.

Recentemente, o serviço de swap de Bitcoin Boltz decidiu interromper sua ponte não-custodial após notar um aumento constante em explorações assistidas por IA. A situação é alarmante: os atacantes estão iterando mais rápido do que uma equipe pode encontrar e corrigir falhas.

Em suma, a interseção entre IA e criptomoedas está se tornando um campo de batalha, e a necessidade de um acesso equilibrado a ferramentas de defesa é mais crucial do que nunca. O futuro da segurança no ecossistema cripto depende de como conseguiremos lidar com esses desafios emergentes.

Fonte: https://cointelegraph.com/news/few-crypto-firms-have-access-to-frontier-ai-as-cyber-threats-escalate