No último domingo, Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy Digital, fez um alerta importante em sua conta no X sobre um ataque em andamento que está drenando Bitcoins de carteiras Coldcard. Ele recomendou que todos os usuários que ainda não o fizeram transferissem seus fundos de endereços gerados por Coldcard imediatamente.
Thorn destacou que sua equipe continua identificando novos endereços de vítimas e atacantes, e que os relatos dos usuários têm sido cruciais para ajudar pesquisadores e autoridades a rastrear os fundos roubados. Essa situação reacendeu o debate sobre os riscos e benefícios da auto-custódia de Bitcoin, um princípio fundamental do ecossistema cripto que permite aos usuários controlar seus próprios fundos sem depender de terceiros.
Nick Neuman, CEO da empresa de segurança Bitcoin Casa, defendeu a auto-custódia, afirmando que sua natureza distribuída oferece aos usuários tempo para reagir. Ele estimou que, potencialmente, 10 vezes mais Bitcoin está protegido através da auto-custódia do que o que foi roubado e identificado até agora no ataque.
Essa discussão também atraiu respostas de apoiadores das finanças tradicionais. Eric Balchunas, analista sênior de ETFs na Bloomberg, argumentou que os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin oferecem uma alternativa mais segura e conveniente para muitos usuários, citando a longa história operacional da indústria de ETFs. No entanto, outros rebateram, afirmando que o incidente com a Coldcard foi uma falha de um provedor de carteira específico, e não uma falha da auto-custódia em si.
É um momento crítico para a comunidade cripto, e a vigilância é essencial. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) e não se deixe levar pelo hype. A auto-custódia ainda é uma das melhores formas de proteger seus ativos, mas é preciso estar sempre atento às ameaças que surgem.