Recentemente, um estudo do Banco da Itália trouxe à tona dados interessantes sobre o uso de stablecoins para remessas. Os custos totais das remessas variaram de 0,3% a quase 9%, dependendo do corredor de pagamento. O que é impressionante é que as transferências foram concluídas em menos de 20 minutos quando sistemas de pagamento instantâneo estavam disponíveis, e de um a dois dias úteis quando não estavam.
Usando a média global de custo de remessa de 6,65% do Banco Mundial como referência, o estudo revelou que as transferências com stablecoins foram mais baratas na maioria dos corredores analisados. No entanto, elas foram menos econômicas que o Wise em apenas três dos sete corredores comparáveis. Isso mostra que, embora as stablecoins estejam se destacando, ainda há espaço para melhorias.
Uma das principais conclusões do estudo é que o investimento em infraestrutura de pagamento instantâneo doméstico poderia aumentar a competitividade dos pagamentos transfronteiriços baseados em stablecoins. O tempo de liquidação depende muito da qualidade das redes de pagamento locais. Isso é algo que devemos considerar ao avaliar o potencial das stablecoins.
Os autores do estudo também destacaram que os maiores ganhos podem ocorrer quando as stablecoins não precisarem ser convertidas de volta em moeda fiduciária. Se as stablecoins pudessem ser gastas diretamente na economia real, para bens e serviços, aluguéis ou taxas escolares, sem a necessidade de reconversão, as vantagens econômicas das transferências baseadas em stablecoins seriam substancialmente maiores.
Além disso, o design regulatório desempenha um papel crucial na eficiência das transferências. Regimes regulatórios proibicionistas não conseguiram suprimir totalmente a demanda por stablecoins, empurrando os usuários para plataformas offshore e canais não regulamentados. Por outro lado, estruturas excessivamente restritivas aumentaram a complexidade operacional para os usuários de varejo.
Essas descobertas surgem em um momento em que a União Europeia implementou seu framework de Mercados em Cripto-Ativos (MiCA) e os Estados Unidos promulgaram o GENIUS Act, dois regimes regulatórios que governam ativos cripto e stablecoins de pagamento, respectivamente.
Atualmente, o mercado de stablecoins cresceu para cerca de $307 bilhões, um aumento de aproximadamente 16% no último ano, segundo dados da DefiLlama. Isso demonstra que o espaço está em constante evolução e que as oportunidades são vastas para aqueles que estão dispostos a DYOR e explorar novas gemas nesse setor.